LIVRE DA AFTOSA

Mato Grosso pode ampliar exportações com o reconhecimento do país como livre da Febre Aftosa

De acordo com Francisco Manzi, diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o Estado já está livre da febre aftosa e a vacinação deve ser retirada em breve
09-01-2018
Fonte: Redação
Foto: Reprodução

Assim que o Brasil for reconhecido como país livre da febre aftosa pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que deve acontecer no mês de maio, o estado de Mato Grosso deve aumentar as exportações de carne.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) espera que a OIE faça o reconhecimento durante a reunião anual, em Paris.

Segundo a Pasta e representantes do setor pecuário, a certificação vai contribuir para ampliar e abrir novos mercados internacionais às carnes brasileiras e, consequentemente, as provenientes de Mato Grosso, que completa este mês 22 anos sem aftosa. No início de dezembro, o Mapa declarou novas zonas livres da febre aftosa com vacinação no Amapá, Roraima, grande parte do Amazonas e áreas de proteção no Pará, finalizando nacionalmente o processo de erradicação da doença.

Em abril, completaram-se 11 anos sem registro de aftosa no país. De acordo com Francisco Manzi, diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o Estado já está livre da febre aftosa com vacinação há 22 anos e em breve irá ser retirada a vacina. “No próximo ano, o estado de Rondônia e Acre também estarão em fase de retirada da vacinação. Em Mato Grosso será a partir de 2021, no último bloco. No entanto, estamos observando bastante este programa de retirada da vacina porque Rondônia faz divisa com o Estado e teremos que acompanhar como será a reação”.

Além dos estados, Mato Grosso ainda tem o desafio por ser região de fronteira internacional. “Por causa disso, há anos já fazemos o acompanhamento de forma especial na fronteira, levando a vacinação para estas regiões como os municípios que fazem divisa com a Bolívia. Com a retirada da vacina, os órgãos de vigilância sanitária precisarão estar atentos para agir de forma rápida em caso de alguma ocorrência, para impedir a propagação do vírus”, salienta.

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