Agência Espacial Brasileira discute tecnologias espaciais ao agro, em Cuiabá

A Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), realizou ontem, em Cuiabá (MT), o evento “Agro: tecnologias e aplicações espaciais”. Com a participação da academia e instituições públicas e privadas, o evento objetivou contribuir com o setor do agronegócio, apresentando estudos de casos e soluções inovadoras baseadas no uso de tecnologias espaciais voltadas ao aprimoramento da produção agrícola e ao desenvolvimento do setor de forma sustentável.

A ideia é que o conhecimento adquirido inspire soluções inovadoras para os problemas enfrentados no setor e viabilize, a partir da utilização de tecnologias espaciais, um aprimoramento das práticas agrícolas. Também é esperado um melhor gerenciamento das culturas, a modernização dos processos produtivos representando assim uma oportunidade de sustentabilidade econômica, social e ambiental de toda a cadeia produtiva.

O ministro do MCTI, Paulo Alvim, participou da cerimônia de abertura e destacou a relevância do encontro no Estado. “Fazer esse evento em Mato Grosso, pensando o agro com tecnologias espaciais e de satélites demonstra o quanto precisamos dessas tecnologias”, avaliou. Alvim lembrou que o Brasil, com o uso da tecnologia, deixou de ser importador de alimentos para alimentar quase um bilhão de pessoas no mundo, com o desafio de alimentar metade da população global até 2050.

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“O desafio vai pela transversalidade das outras tecnologias que vão levar transformação digital, satélites, conectividade, acelerando tremendamente e garantindo aumento de produtividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, afirmou. Sobre sustentabilidade, o ministro ressaltou que o agronegócio brasileiro já tem produção sustentável, e as tecnologias espaciais vão dar segurança e garantir melhores práticas de produção de baixo carbono.

O ministro concluiu sua fala tratando sobre o novo momento do programa espacial brasileiro. “Não temos dúvidas de quem vai acelerar o uso de soluções satelitiais no país é o agro e o setor privado”, pontuou. “Avançar na tecnologia espacial não é só ir para o espaço, mas também se apropriar das tecnologias espaciais para melhorarmos o planeta”, concluiu.

O presidente da AEB/MCTI, Carlos Moura, também participou da mesa de honra e falou sobre as oportunidades oferecidas pelo mercado no setor espacial. “Como os sistemas espaciais podem ajudar? Acreditamos que eles são uma infraestrutura crítica nacional que afeta diversos setores, agro, energia, transportes”, falou. “O Brasil pode e deve fazer muito mais, o mercado espacial hoje gira em torno de US$ 400 bilhões, podendo chegar a US$ 1 trilhão”. Segundo Moura, 80% desse valor estão ligados às aplicações espaciais, que não fazem parte da infraestrutura de lançamento de foguetes e artefatos espaciais, mas sim do uso das informações que são geradas.

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