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Com patamar já elevado, preço da carne pode ter nova alta em junho. Entenda os motivos

Com a suspensão das exportações de carne da Argentina para os países compradores, o preço do alimento deve ficar mais caro, diante do aumento da demanda mundial dos países produtores, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos. Isso deve acontecer pela redução da oferta de proteínas no mercado global. O impacto do preço aos consumidores deve ocorrer no mês de junho.

Em Mato Grosso, também deve haver aumento no preço, beneficiando os produtores, mas prejudicando os consumidores. A carne produzida acompanha os preços internacionais. ultimamente os frigoríficos enfrentam desafios de ociosidade pela redução no abate, conforme noticiado pelo MT Econômico aqui.

Os produtores de carne irão reduzir a oferta ao mercado brasileiro, o que fatalmente resultará em aumento de preços, que já estão muito altos, em patamares nunca vistos antes.

Um fator que já tem influenciado no preço da carne e das commodities estarem em patamar elevado, segundo apurado pelo MT Econômico, é o aumento das importações de carne e ração da China para compensar o declínio no estoque de suínos causado pela peste suína africana.

Com a carne mais cara desde 2020, já tem ocorrido afastamento dos consumidores. O percentual registrado foi de redução de 5% no consumo do Brasil, de 30,7 kg para 29,3 kg por habitante do ano passado para cá, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este é o menor volume desde 1996, quando iniciou o levantamento.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação da carne bovina ficou seis vezes acima da inflação do período. Entre os meses de março de 2020 e 2021, a inflação teve aumento de 5,2%, enquanto a carne bovina registrou alta de 29,51%.

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil ainda estão estáveis, segundo levantamento da Agência Safras no dia 20 de maio:

  • São Paulo (Capital) – R$ 305,00 a arroba, contra R$ 303,00 a arroba na comparação com 13 de maio (+0,66%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 300,00 a arroba, ante R$ 295,00 (1%).
  • Goiânia (Goiás) – R$ 290,00 a arroba, estável.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 300,00 a arroba, ante R$ 295,00 (+1,7%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 303,00 a arroba, estável.

A suspensão de exportação da Argentina deve durar pelo menos 30 dias e o impacto no preço deve ser sentido na primeira quinzena de junho.

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