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Concessionária arremata leilão da BR-163 e investirá 1,87 bilhão em infraestrutura em Mato Grosso

Leilão da BR-163/230/MT/PA foi arrematado pela concessionária Via Brasil. O grupo empresarial é formado pelas empresas Conasa Infraestrutura, Zeta Infraestrutura, Construtora Rocha Cavalcante, Engenharia de Materiais e M4 Investimentos e Participações.

A proposta foi apresentada ontem (8) e já era previsto que o grupo de empresas administraria o trecho de 1 mil km da rodovia que interliga MT aos portos fluviais de Itaituba, localizado no Pará, pois não houveram outros participantes.

O critério do leilão foi de menor tarifa de pedágio. A concessionária levou o trecho com uma oferta de deságio de 8,09% sobre o valor máximo de pedágio que estava definido no edital.

Concessão

A concessão tem prazo de dez anos, sendo prorrogáveis por mais dois e prevê investimentos de R$ 1,87 bilhão e custos operacionais de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. As obras devem gerar cerca de 29 mil postos de trabalho.

O sistema rodoviário da BR-163/230/MT/PA compreende um total de 1.009,52 km de extensão, integrando o Centro-Oeste e o Norte do Brasil. É considerado o principal corredor logístico para o escoamento da produção de grãos no Mato Grosso e Pará, principalmente de soja e milho.

O leilão permitirá uma série de investimentos no local, que ocorrerão nos primeiros cinco anos da concessão. Essas melhorias incluem a implantação de faixas adicionais, vias marginais e acostamentos e acessos definitivos aos terminais portuários de Miritituba, Santarenzinho e Itapacurá, agilizando o transbordo da carga na Hidrovia do Tapajós.

A pavimentação da rodovia foi concluída pelo governo no fim de 2019. Trata-se da principal rota rodoviária de escoamento de grãos do país. No fim de seu trecho, a rodovia corre junto de pequeno percurso de 30 quilômetros da BR-230, a Transamazônica, onde acessa os terminais no distrito de Miritituba. A partir dali, a carga que veio pela estrada passa a ser transportada por barcaças, pelo rio Tapajós, de onde acessa o Amazonas e, assim, o Atlântico.

O prazo curto de dez anos de concessão tem uma razão clara: a construção da Ferrogrão, ferrovia que está prevista para ser construída ao lado do traçado da rodovia. A meta do governo era leiloar o projeto ferroviário neste ano, mas há impasses sobre licenciamento ambiental e questionamentos no Supremo Tribunal Federal que têm atrasado o processo.

A Ferrogrão é uma ferrovia que ligará a produção do norte do Mato Grosso aos portos de Miritituba, no Pará. Segundo o Ministério da Infraestrutura, ela terá um papel estruturante para o escoamento da produção de milho e soja na região.

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