Exportações mato-grossenses do agro registram novo recorde

As exportações mato-grossenses de produtos do agronegócio registram incremento de 26% em 2021, considerando o intervalo de janeiro a agosto.

Com receita de US$ 16,19 bilhões no período, Mato Grosso não apenas segue na liderança entre os maiores exportadores do País, como também, anota um novo recorde de faturamento dentro da sua série histórica nesse acumulado. Em igual momento do ano passado, por exemplo, a pauta agro somava US$ 12,87 bilhões.

Conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mais de 72% da receita acumulada de janeiro a agosto desse ano deriva das exportações de produtos que integram o complexo soja (óleo, grão e farelo). O segundo maior peso no faturamento de 2021, no Estado, vem do algodão, participação de 9,33%, seguido da carne, 8,37% e do milho, com 8,20%. Inclusive o algodão bateu recorde histórico, conforme noticiado pelo Mato Grosso Econômico.

Considerando apenas o desempenho da pauta em agosto, a receita soma US$ 1,49 bilhão, sendo 8,75% superior ao que foi contabilizado em igual mês do ano passado, US$ 1,37 bilhão.

No ranking nacional, Mato Grosso participa com 19,38% de tudo que o País faturou no período. O segundo maior exportador é São Paulo, consolidou US$ 12,61 bilhões nos últimos oito meses. Paraná é o terceiro mais importante e registra receita de US$ 10,24 bilhões em igual comparativo de 2021.

BRASIL – A balança comercial do agronegócio registrou valor recorde no mês de agosto, motivada, principalmente, pela alta dos preços internacionais das commodities exportadas pelo Brasil. O valor exportado foi de US$ 10,90 bilhões, cifra 26,7% superior aos US$ 8,60 bilhões exportados no mesmo mês de 2020.

Somente em 2013, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o mesmo patamar de US$ 10 bilhões para os meses de agosto.

Apesar do recorde do valor exportado, a participação do agronegócio no total das exportações do país caiu de 49,4% (agosto/2020) para 40,1% (agosto/2021).

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