A colheita da soja 2021/22, em Mato Grosso, começou em áreas pontuais do Estado, logo após o Natal, mantendo a tradição de ofertar os primeiros grãos da nova safra ainda antes da virada do ano. Talhões localizados em Brasnorte, Sapezal e Campo Novo do Parecis já registram a movimentação das máquinas, especialmente no oeste estadual, porção que iniciou o plantio logo após o fim do Vazio Sanitário, a partir de 16 de setembro. A soja precoce vai dar lugar ao cultivo de algodão.

A maior parte da soja deve começar a ser colhida a partir da segunda quinzena de janeiro, quando os trabalhos – na medida em que clima permitir – vão se intensificar. Nesse momento do ano, a maior parte dos produtores que colhe a soja, faz a segunda safra com o milho, diferente do perfil de quem plantou mais cedo – lá em setembro – focado no cultivo da fibra. As regiões oeste e médio norte são as primeiras a darem início ao cultivo e à colheita da soja no Estado, justamente porque realizam uma segunda safra, dentro do mesmo calendário agrícola.

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Como pontuam os analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), beneficiados pelo clima, os produtores semearam mais uma área recorde no Estado, estimada em 10,85 milhões de hectares, o que deve confirmar ainda uma produção histórica de cerca de 38,14 milhões de toneladas.

Apesar do entusiasmo com as primeiras colheitas, o produtor se atenta às projeções de clima, já que a maior parte das lavouras entra em uma etapa importante de seu desenvolvimento, decisiva para o rendimento final da lavoura. As previsões de chuvas são bem-vindas, mas despertam à atenção para necessidade de trabalhos preventivos em relação à pragas e doenças que se beneficiam da maior umidade – como a ferrugem asiática – bem como dos volumes de precipitações que podem atrapalhar a colheita e estreitar a janela de plantio da segunda safra.

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