Produção de pluma de algodão cresce em MT após registrar menor oferta em dois anos

A primeira perspectiva para a safra 2021/22 de algodão, em Mato Grosso, aponta para o aumento na oferta da pluma, com a produção de 1,93 milhão de toneladas. A projeção se dá sobre a consolidação do ciclo anterior – 2020/21 – marcado como o de menor produção dos últimos dois anos, ao somar 1,65 milhão de toneladas.

Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a projeção de alta, após um ciclo que teve retração de quase 30% na oferta da fibra, deriva da estimava de aumento de área plantada do algodão, bem como de uma produtividade melhor. Na comparação com a safra passada há incremento de 16,96% ante a safra 2020/21.

Além de uma oferta maior, os analistas destacam o crescimento da demanda pela fibra estadual. “O consumo aumenta em função de uma maior disponibilidade de pluma e pela a forte demanda do mercado externo. As exportações para a safra futura estão estimadas em 1,32 milhão de toneladas, acréscimo de 19,58% em relação à safra anterior”.

PROJEÇÃO – A superfície cultivada deve somar 1,09 milhão de hectares no Estado, avanço de 13,32% em relação à safra 2020/21. “Cerca de 151 mil hectares serão destinados ao cultivo da primeira safra e 938 mil hectares para a segunda safra. O aumento na projeção de área está atrelado ao preço futuro da pluma que neste ano tem apresentado níveis recordes devido à demanda aquecida e retomada da economia global”.

O otimismo, ainda segundo os analistas, ocorre em função de a semeadura da soja estar ocorrendo de forma adiantada em relação à safra passada até o momento, diferente do que registrado no ano passado, conforme noticiado pelo Mato Grosso Econômico. “O produtor do Estado está otimista quanto à janela de cultivo do algodão”, reforçam os analistas.

Em relação à produtividade, a estimativa foi projetada em 288,04 arrobas (pluma e caroço) por hectare, indicando uma alta inicial de 3,22% em relação aos rendimentos da safra 2020/21, que até o momento foi a menor dos últimos quatro anos. “Neste primeiro momento, as projeções ficam limitadas, visto que alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra ainda estão em aberto, como: janela ideal de plantio, condições climáticas e ocorrência de pragas e doenças”.

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