Rebanho de Mato Grosso se aproxima de 32 milhões de cabeças em 2021

Recente atualização do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) revelou crescimento do rebanho total do Estado, que de 2020 a 2021, ficou próximo de 32 milhões de cabeças bovinas. Mato Grosso que detém o maior rebanho do País, segue consolidado na liderança nacional.

O rebanho foi contabilizado por meio da vacinação de febre aftosa que ocorreu em maio deste ano, quando foram imunizados animais de todas as idades. “Com isso, foi registrado um acréscimo de 3,19% no comparativo com o ano passado, o que correspondeu com o total de 31,97 milhões de bovinos”, destacam analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ao analisar a distribuição desses animais nas macrorregiões do Estado, destacou-se a médio norte com aumento de 13,57% na quantidade de machos de 12 a 24 meses. Além disso, houve um incremento considerável de 7,87% nas fêmeas de 24 a 36 meses na região nordeste. Esse aumento no rebanho total foi influenciado por dois principais motivos, sendo o primeiro deles a retenção das fêmeas nos últimos anos – o qual tem gerado um avanço no estoque de animais -, como também a elevada cotação da arroba, que animou os agentes do setor a investirem mais no ramo, explicam os analistas.

PLANTEL EM ALTA, ÁGIO EM BAIXA – A semana passada foi marcada com uma queda mais intensa na arroba do bezerro de ano ante a do boi gordo, o ágio entre as duas categorias apresentou recuo pelo terceiro mês consecutivo, como destacam os analistas do Imea.

O ágio boi/bezerro, como explicam, é um importante indicador para o sistema de recria-engorda, pois demonstra a relação entre a arroba do bezerro sobre a arroba do boi gordo. Nesse sentido, em agosto/21 o ágio ficou em 31,50%, queda de 0,62 pontos percentuais (p.p.) ante o mês anterior. “Esse recuo no indicador foi resultado do decréscimo de 1,37% da arroba do bezerro de ano, ante a apenas 0,43% do boi gordo. Mesmo com a queda nas cotações – devido à leve melhora da oferta em ambas as categorias – o ágio se mantém acima da média histórica e dos meses observados em 2020”.

Esse cenário também indica que o ganho médio diário tem compensado o custo da aquisição do animal, já que o indicador está em declínio nos últimos três meses, aumentando assim o retorno para o produtor.

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