Soja mato-grossense fecha ano com recordes de produção, preço e de exportação

O ano de 2021 foi marcado por recordes no preço da soja, em Mato Grosso, que apresentou um avanço de 40,75% frente ao que foi visto no ano passado e fechou o ano cotado a R$ 155,65/sc na média do Estado. Conforme balanço anual divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o cenário foi pautado pelos altos patamares do dólar, bem como a elevada demanda no mercado externo, que trouxe variações positivas na Bolsa de Chicago.

“Com a valorização dos preços – que já vinha ocorrendo desde 2019 – a safra 2020/21 se destacou por apresentar a maior área semeada no Estado (10,46 milhões de hectares), e mesmo com uma produtividade 2,84% inferior à safra 2019/20, a produção atingiu um recorde de 36,05 milhões de toneladas”.

Um recorde leva a outro como destacam os analistas. “Com esse cenário, as exportações de soja foram impulsionadas, configurando em recorde nos envios antes mesmo da finalização do ano, com 23,31 milhões de toneladas embarcadas no período de janeiro a novembro”.

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Diante do cenário de ampla produção e preço valorizado, 2021 também se destacou pelo maior Valor Bruto da Produção (VBP) da soja já visto no Estado: R$ 65,99 bilhões, exibindo um aumento de 48,14% frente ao ano passado.

Outro destaque da oleaginosa no Estado está relacionado ao cultivo da nova safra. Com o cenário de precipitações regulares, a semeadura da safra 2021/22 foi finalizada em apenas 11 semanas em Mato Grosso, se tornando a mais adiantada da série histórica.

“Desse modo, motivados pelo adiantamento da semeadura e os preços recordes em 2021, os produtores semearam mais uma área recorde no Estado, atualmente estimada em 10,85 milhões de hectares. No que se refere à produção, com as precipitações favoráveis em grande parte das regiões, e se confirmados os rendimentos de 58,56 sc/ha, é estimado nova oferta recorde, prevista em 38,14 milhões de toneladas”, completam os analistas do Imea.

Com relação às vendas, a safra em desenvolvimento apresenta 46,36% da produção comprometida a um preço médio ponderado de R$ 126,36/sc,  preço 45,90% acima do que foi visto no mesmo período da safra anterior. Com essa junção de fatores, para 2022 é previsto mais um recorde do VBP, estimado em R$ 87,11 bilhões. “Apesar do cenário positivo no faturamento, é importante pontuar que em 2022, o produtor terá como desafio o elevado custo de produção para a safra 2022/23, que até o momento já apresenta um custeio 55,53% superior ao visto na temporada 2021/22”.

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