Inflação do combustível atinge quase 50% em 2021; novo aumento ocorre essa semana

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano de 2021 com variação de 10,06%, acima dos 4,52% registrados em 2020. Em dezembro de 2020, a variação havia sido de 1,35%. Foi a primeira vez que o índice nacional fixou percentual de dois dígitos, desde 2015. O grupo que mais majorou no decorrer do ano foi o de Transportes, alta de  21,03%. O peso maior veio do comportamento do preço dos combustíveis (49,02%) ao longo de 2021. A gasolina, subitem de maior peso no IPCA, subiu 47,49%, e o etanol, 62,23%. Essa semana haverá um novo aumento no preço dos combustíveis.

A escalada de preços iniciada a partir de maio do ano passado foi bastante percebida pelos mato-grossenses. Em mais de dez anos, foi a primeira vez que o etanol hidratado perdeu a vantagem econômica sobre a gasolina no Estado, unidade da Federação reconhecida como a maior produtora nacional de etanol a base de milho. Mesmo impactando orçamento das famílias, a majoração acumulada no Estado ficou abaixo do indicador nacional. Considerando as médias de preços ao consumidor nos postos de Mato Grosso, por meio de levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o ano fechou com alta de 46,75% para a gasolina e de 49,64% ao etanol. 

A alta do etanol já foi mais pesada sobre o consumidor mato-grossense. Em outubro, por exemplo, havia uma valorização de mais de 55% sobre igual momento de 2020, como já publicado aqui pelo MT Econômico.

Ainda considerando dados da ANP para os dois combustível, o preço médio do litro da gasolina comum em Mato Grosso passou de R$ 4,517 em dezembro de 2020 para R$ 6,629 em igual mês do ano passado. Chama à atenção que nem o maior valor encontrado em Mato Grosso, em 2020 – R$ 4,699 – se aproxima da média do final de 2021. O maior preços ao combustível em dezembro do ano passado era de R$ 7,350 em Alta Floresta, 800 quilômetros ao norte de Cuiabá.

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Em relação ao etanol, no mesmo período de comparação, os preços passaram de R$ 3,231 – dezembro de 2020 – para R$ 4,835 na virada do ano. Observando a movimentação dos preços nas bombas verifica-se que a máxima do biocombustível chegou a R$ 3,399, em dezembro de 2020, também em Alta Floresta, ante a máxima de dezembro de 2021, R$ 6,059.

MAIS UMA ALTA – Conforme noticiado pelo MT Econômico essa semana, haverá mais um reajuste de combustível. A Petrobras deve aumentar quase 5% a gasolina e pouco mais de 8% no diesel. É esperado que o valor do etanol também seja alterado, justamente pelo encarecimento do transporte, etapa da produção do etanol, bem como da distribuição dessa matriz.

Conforme o Sindipetróleo/MT, a nova alta deverá impactar em R$ 0,11 sobre os preços da  gasolina e em R$ 0,24 no diesel, isso somente nas refinarias. “Nas bombas dependerá de quanto as distribuidoras repassarão em seus preços de vendas aos postos. Para os postos revendedores, aumento de preço junto com inflação em alta é receita certa para vender menos o que certamente aumentará a concorrência”.

Em relação ao etanol, já tem posto em Cuiabá que aumentou R$ 0,40 o biocombustível essa semana. O litro comercializado até anteontem a R$ 4,49 passou para R$ 4,89 nesta quinta (13/1), segundo apurado pelo MT Econômico.

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