Em menos de 15 dias, o preço do etanol em Mato Grosso aumentou 21,09% indo de R$ 2,37 para R$ 2,87, uma elevação de R$ 0,40 centavos que ocorreu a partir dessa semana em Cuiabá.

Embora o setor de combustíveis tente justificar o aumento devido a elevação do álcool anidro e dos preços do biodiesel nas usinas, além da alta do mercado internacional do petróleo, o aumento é questionável, se considerarmos a taxa de inflação do país.

Segundo apurado pelo MT Econômico, com base nos números do IBGE, a inflação acumulada este ano, de janeiro a novembro, é de 3,27%, conforme índice do IPCA. Se considerarmos apenas o último mês de novembro, a inflação registrada foi de 0,51% pelo índice oficial. Em relação ao reajuste do combustível, conforme citado no início da matéria, o aumento foi de 21,09%, apenas nos últimos 15 dias.

O setor tem sofrido pressão em Mato Grosso com a CPI dos combustíveis. Acompanhe o que está acontecendo no setor na publicação anterior neste link.

Precificação

Nos últimos tempos, os cuiabanos percebiam a variação de preço nos postos com uma competitividade natural de valores praticados no mercado. No entanto, nesse aumento mais recente, segundo levantamento do MT Econômico passando por diversos postos na capital de Mato Grosso, percebeu-se um certo "tabelamento" nos preços, sendo que praticamente todos os postos estão trabalhando com valores na faixa de R$ 2,87. 

A prática de mercado de precificação igualitária ao consumidor final pode ser considerada como cartel, dependendo da situação, conforme a própria definição do termo explica:

"Cartel é um acordo explícito ou implícito entre empresas concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor". (definição wikipédia).

O Procon-MT, que costuma ser bem atuante, deve estar vendo também esse aumento abusivo no mercado e tomara que tome providências, pois os consumidores não aguentam mais pagar pelos aumentos inexplicáveis dos preços em diversos tipos de produtos e serviços, a exemplo da energia, água, combustível, entre outros.

Veja a publicação anterior publicada pelo MT Econômico sobre a pesquisa da Agência Nacional do Petróleo – ANP realizada em Mato Grosso no final de novembro onde o preço ainda era R$ 2,37. Clique aqui.

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