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Inflação da construção acumula mais de 15% em Mato Grosso e supera média nacional

A inflação da construção civil, em Mato Grosso, superou mais uma vez neste ano a média nacional, como mostram dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE. Conforme o indicador, o segmento acumula alta anual de 15,32% de janeiro a agosto desse ano, ante 14,61% na média nacional.

A variação estadual é a segunda maior da região Centro-Oeste, atrás apenas do registrado no Mato Grosso do Sul, 18,32%, e também supera a média regional, que no mesmo período de comparação soma elevação de 12,94%.

Com variações ao longo do ano, o custo médio de construção do metro quadrado (m²) no Estado chegou a agosto com valor recorde de R$ 1.414,69, o maior já registrado na série histórica local pelo IBGE.

Apesar da alta, o setor da construção civil segue aquecido e projeta crescimento esse ano, conforme noticiado pelo Mato Grosso Econômico neste link.

Entre os estados do Centro-Oeste, o Distrito Federal segue com o maior valor do m²: R$ 1.485,86. Mato Grosso do Sul apresenta a segunda maior média, R$ 1.418,12. Em seguida está Mato Grosso e por fim, Goiás, R$ 1.391,61.

Conforme essa atualização do IBGE, mesmo registrando o terceiro valor médio do Centro-Oeste, o custo atual de Mato Grosso fica abaixo das médias observadas na região e no País, R$ 1.424,02 e R$ 1.463,02, respectivamente.

A ALTA – O preço médio do metro quadrado, em Mato Grosso, recebeu forte pressão da parcela ‘materiais de construção’ ao longo do ano. Enquanto a componente ‘mão-de-obra’ se mantém estável desde março – a R$ 556,58 – os materiais de construção estão em trajetória crescente de valores, passando em março deste ano de R$ 757,69 para R$ 858,11, em agosto. O valor do m² é formado pelas parcelas de materiais e de mão-de-obra.  

BRASIL – A região Sul, com alta observada na parcela dos materiais em todos os estados, e acordo coletivo observado Santa Catarina, ficou com a maior variação regional em agosto, 1,71%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,90% (Norte), 1,03% (Nordeste), 0,68% (Sudeste), e 1,23% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.413,47 (Norte),  R$ 1.378,49 (Nordeste), R$ 1.526,39 (Sudeste), R$ 1.547,75 (Sul) e R$ 1.424,02 (Centro-Oeste).

Com alta na parcela dos materiais e dissídio coletivo registrado nas categorias profissionais, Santa Catarina foi o estado que apresentou a maior variação mensal, 3,65%, seguido pelo Ceará (2,05%), sob impacto de reajuste na mão de obra previsto em convenção SINAPI coletiva.

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