Mato Grosso ocupa 5ª posição em financiamento para projetos de energia solar

A conta de luz, no acumulado dos últimos 12 meses bateu 30% de alta e só em 2021 já acumula 19%, segundo o IBGE. Além da majoração consolidada sobre o consumidor, ela deve subir 21,04% em 2022, de acordo com estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O documento do órgão prevê esse cenário principalmente devido ao montante que terá que desembolsar com medidas de combate à crise hídrica.

Acompanhando esses aumentos está o crescimento na procura/instalação de sistemas fotovoltaicos que transformam a luz do sol em energia elétrica. O Meu Financiamento Solar, maior fintech de crédito para energia solar do Brasil, por exemplo, já soma mais de 40 mil pedidos de financiamento pagos em um ano, cerca de 18 mil solicitações por mês, e expandiu 60% só no primeiro semestre de 2021. Até o final desse ano prevê crescer 150% em relação ao ano passado. Pará, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro lideram o ranking de busca por crédito no Meu Financiamento Solar.

Em 2021, o Estado do Mato Grosso ocupa o 5º lugar no ranking dos estados com pedidos de financiamento de placas de energia solar, representando 15% do volume total. Em valor de propostas, o Estado representa 55% desse total e cresce a uma taxa média de 30% ao mês.

Em relação ao Valor Total de Pagamentos realizados pelo Meu Financiamento Solar, o Estado representa 15% dos contratos pagos e cresce a uma taxa média de 10% ao mês.

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A geração distribuída solar em Mato Grosso reúne 39.942 usinas que geram 571,5 MWp (Watt-pico é uma medida de potência energética) de potência instalada. Em 2020, foram instaladas 12.953 usinas, com 210,9 MWp de potência. Agora em 2021, esse número já está em 18.791 usinas e 232 MWp de potência, o que representa um aumento de 45,07% no número de usinas no Estado e de 10% na potência. Somente em Cuiabá, há 8.571 usinas, 95,5 MWp de potência instalada no total.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar) neste mês de novembro o País ultrapassou a marca de 800 mil unidades consumidoras com geração própria de energia solar. Apesar de representar apenas 2% da nossa matriz energética, de 2012 para cá, essa fonte de energia rendeu ao Brasil R$ 60 bilhões em novos investimentos e evitou que 13,6 milhões de toneladas de gás carbônico (CO²) fossem lançadas no meio ambiente.

De acordo com a fintech, como perfil de seus consumidores, sabe-se que 48% têm renda mensal de menos de R$ 5 mil, 22% ganham de R$ 5mil a R$ 10mil, 84% dos pedidos de financiamento são de pessoa física e 16% de pessoas jurídicas.

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