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Secretaria de Saúde orienta sobre microcefalia

A Secretaria de Saúde e Saneamento de Sorriso ressalta analisam dois casos suspeitos de microcefalia no município. O diagnóstico requer a análise de vários exames e fatores para confirmação da enfermidade que vão além da medição do perímetro encefálico do bebe ao nascer. Quando há suspeita de microcefalia em recém nascidos, o procedimento normal e para fechamento do diagnóstico requer o acompanhamento constante da evolução do perímetro cefálico na puericultura, realização de exames de imagem, investigação laboratorial, triagem neonatal biológica (teste do pezinho), triagem auditiva neonatal (teste da orelhinha), triagem ocular neonatal (teste do olhinho).

 

Se, após a realização desses exames a microcefalia for confirmada, imediatamente inicia-se a estimulação precoce do recém nascido que segue até os três anos de idade. A estimulação visa à maximização do potencial desta criança relacionado ao crescimento físico e a maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva. A microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança é significativamente menor do que a de outras da mesma idade e sexo. É uma decorrência direta do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento. Crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há uma cura definitiva para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida.

 

Segundo um estudo da neurologista da Unicamp, Marilisa Guerreiro, a ocorrência está associada tanto a fatores genéticos quanto ambientais.Entre as principais causas estão condições como: malformações do sistema nervoso central; diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê; exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez; desnutrição grave na gestação; fenilcetonúria materna; rubéola congênita na gravidez; toxoplasmose congênita na gravidez e infecção congênita por citomegalovírus.

 

Além disso, as situações genéticas podem ocorrer no caso de síndromes de Down, Cornelia de Lange, Cri Du Chat, Rubinstein-Taybi, Sckel, Smith-Lemli-Opitz e de Edwards podem causar a alteração.A relação da febre zika ou zika vírus com microcefalia ainda é recente. Foi confirmada pelo Ministério da Saúde no ano passado após um surto na região Nordeste do país. Contudo, por se tratar de algo novo, ainda não há estudos que demonstrem como o zika vírus causa a microcefalia.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, as investigações sobre microcefalia e o Zika vírus devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

 

A secretária de Saúde e Saneamento, Ivana Mara Mattos Melo, ressalta que pais que tenham alguma suspeita em relação aos seus filhos, devem procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para atendimento especializado.

 

Gestantes

 

A Secretaria de Saúde e Saneamento reforça o ainda aconselhamento às mulheres que desejam engravidar, para que adiem a gravidez, em virtude da atual situação dos casos de microcefalia no país.

 

É importante também que gestantes iniciem o seu pré-natal ainda no 1º trimestre da gestação para que realizem os exames e vacinação de rotina quando indicado, conforme o calendário vacinal do ministério da saúde e procurem a Unidade Básica de Saúde o quanto antes quando do aparecimento de sinais e sintomas, como vermelhidão pelo corpo, coceira, olhos avermelhados sem presença de secreção, febre, dores nas juntas ou edema nas articulações, para que sejam notificadas e acompanhadas, e, principalmente para que tenham tempo hábil para coleta de isolamento viral, hoje, o único exame disponível pelo Ministério da Saúde nesses casos. Outra recomendação essencial é a proteção contra a picada do mosquito utilizando mosquiteiro, ventilador, roupas compridas, meias, telas de proteção e repelentes com indicação médica.