TAXAÇÃO AGRONEGÓCIO

Wilson defende taxação do agronegócio para Mato Grosso superar as dificuldades

O parlamentar argumenta que com a taxação do Agro, Mato Grosso pode dar um salto de qualidade em sua economia
Sábado 20 de Outubro de 2018
Redação
Wilson defende taxação do agronegócio para Mato Grosso superar as dificuldades

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) defende que o agronegócio em Mato Grosso precisa ser taxado, sob pena de o Estado ter dificuldades de implantar políticas públicas que melhorem a vida da população.

O parlamentar argumenta que com a taxação do Agro, Mato Grosso pode dar um salto de qualidade em sua economia.

Desde que voltou à Assembleia Legislativa, em fevereiro de 2015, Wilson Santos fomenta o tema para que o Governo de Mato Grosso taxe o setor.

Em maio de 2016, Wilson esteve em Campo Grande (MS) para conhecer como funciona a legislação daquele Estado que taxa as commodities junto com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Aqui em Mato Grosso, os produtos destinados à exportação, os chamados primários, não pagam Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) há 22 anos, quando o Governo Federal criou a Lei Antônio Kandir. 

Por esse motivo, a lei sempre provocou polêmica entre os governadores de Estados exportadores de commodities, que alegam perda de arrecadação devido à isenção do imposto nesses produtos.

A proposta de Wilson Santos é que Mato Grosso possa aderir ao que foi feito em Mato Grosso do Sul.

Segundo o deputado, lá em MS, os produtores não podem exportar mais do que 50%. A outra metade deve ficar no país.

São esses 50% que ficam em solo brasileiro que devem ser cobrados o ICMS de 12%.

Os principais itens que sofreriam a taxação são carne bovina, cana-de-açúcar, milho, soja, madeira, entre outros.

“Eu estou falando isso há muito tempo, de taxar o agronegócio, mas não como uma forma de vingança, porque nós devemos muito ao Agro”, comentou.

Wilson observa que o setor é o único capitalizado no momento, que pode ajudar a socorrer o Estado. 

“Se há um setor em Mato Groso que pode ajudar o Governo a fazer essa travessia, é o setor que está capitalizado, que é o Agronegócio. Nós temos aqui já em Matos Grosso vários empresários que, honestamente, legalmente, já são bilionários, estão nas “revistas” Forbes da vida, com patrimônio de R$ 1 bilhão de dólares”, relata.

O deputado também ressaltou a perda de receita para o Estado com as supostas fraudes no setor.

“Tem desses bilionários que fraudam, que sonegam impostos. Usam cooperativas para pagar menos impostos. Eu fui o primeiro, politicamente, a fazer o enfretamento com o setor. Eu debati com o Agro dentro da Aprosoja, dentro da Ampa,  a Assembleia sinalizou que faria o enfrentamento, o Agro veio à mesa e criamos o Fethab II. O Fethab II coloca hoje R$ 450 milhões nos cofres do Estado”, pontua.

De acordo com Wilson, na entrevista, a permanência do Fethab II é um dos pedidos do governador eleito Mauro Mendes (DEM) a Pedro Taques, porque ele sabe que não vai conseguir governar sem essa receita.

INDUSTRIALIZAÇÃO 

Colocada com uma das principais bandeiras do seu próximo mandato, Wilson Santos defende a industrialização em Mato Grosso.

De acordo com o deputado, é uma forma de diminuir a desigualdade social, onde a indústria tem a capacidade de gerar emprego e renda.

“A elite agrária do Estado, principalmente ligada aos grãos, tem medo de vir para a industrialização, provavelmente, porque não tem expertise nessa área. Ela pode achar que os chineses podem ter mais expertises, o eixo Rio-São Paulo vir aqui e tomar. Hoje, você tem 158 mil mato-grossenses desempregados. Temos o Sesi, Senai, Sesc, prefeituras, Sebrae para capacitar essa gente. Para industrializar Mato Grosso, você precisa de quatro elementos: matéria-prima, é o que nós mais temos, energia, somos exportadores, mão-de-obra, temos de sobra e temos instituições para capacitá-la, e financiamento, por meio do BNDES, Sudam, FCO, e o quinto, o povo elegeu Mauro Mendes Ferreira, que é industrial, que presidiu a Fiemt. Estarei nos próximos quatro anos, defendendo em todo Estado, a industrialização, que colocará Mato Grosso e nossa gente num outro patamar de qualidade de vida, com distribuição de renda mais justa”, complementou.


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