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Trabalhando com dificuldades, suinocultura se supera e bate recorde de produção em Mato Grosso

Mesmo trabalhando com dificuldades, por conta da pandemia da covid-19 e com custo de produção elevado, os suinocultores mato-grossenses se superaram e bateram recordes históricos de produção de carne suína em 2020.

Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Mato Grosso produziu 263,9 mil toneladas de carne suína, registrando alta de 7% em relação ao ano anterior. Em comparação a 2015, esse número é maior ainda, com um salto de 47%.

Já no abate, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-mt) demonstrou que ano passado, o estado atingiu 3,21 milhões de animais abatidos, contra 3,1 milhões em 2019.

No entanto, os bons resultados foram mais difíceis para os suinocultores em 2021. Com os sucessivos aumentos nos preços do milho e farelo de soja, principais componentes da ração dos animais, os produtores tiveram que trabalhar sem margem de lucro e muitas vezes no vermelho, neste primeiro semestre.

“Hoje, o principal desafio do suinocultor é tornar a atividade viável, pois o aumento absurdo do preço do milho e da soja torna a atividade quase que inviável. Aproximadamente 85% dos custos se concentram na alimentação dos animais, e isso fez com que o custo de produção ficasse acima do valor pago ao suinocultor pelo quilo do animal”, explica o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa.

Apesar das dificuldades, uma boa notícia veio para os produtores. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), as compras de carne suína nos supermercados brasileiros cresceram 80%, durante julho de 2020 a janeiro deste ano.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatíscia (IBGE) apontou que o consumo per capita da carne suína tem aumentado ano a ano. Atualmente, o brasileiro consome, em média, 16,86 quilos de carne suína por ano.

“Apesar de ser a proteína animal mais consumida no mundo, para os brasileiros a carne suína ainda não está entre as prioridades. Mas essa realidade vem mudando, pois trabalhamos muito na divulgação da qualidade da carne suína produzida aqui e o quanto ela é saudável”, Itamar Canossa.

Ainda de acordo com o IBGE, 65,4% da produção de carne suína de Mato Grosso é destinada ao mercado interestadual, 20,8% para o consumo doméstico dentro do estado e 13,8% destinado para exportação.

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