MT vai aplicar R$ 20 milhões em projetos de fomento à pesquisa e inovação

O Estado de Mato Grosso lançou o edital que prevê a destinação de R$ 20 milhões a serem investidos na formação e estruturação de uma rede de laboratórios, chamados de “Laboratórios Multiusuários”.

Os laboratórios multiusuários irão funcionar como uma espécie de ‘coworking’ para o uso compartilhado entre universidades públicas e privadas do Estado, com foco no desenvolvimento de pesquisa e inovação. Os equipamentos serão utilizados como ambientes de aprendizagem para auxiliar inventores, empreendedores, startups e empresas a desenvolverem produtos, processos e negócios inovadores.

Participaram da assinatura o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Maurício Munhoz e o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (FAPEMAT), Marcos Sá, idealizadores do projeto.

Os recursos são oriundos da Fapemat, que terá a participação da Seciteci na gestão do projeto. O modelo é inovador e estreia um novo formato de relacionamento entre o governo do Estado e as instituições de ensino superior. No ‘coworking’, os espaços são compartilhados entre as universidades, que têm autonomia para definir o uso comum de laboratórios e espaços de pesquisa, de acordo com a expertise de cada instituição.

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De acordo com o secretário da Seciteci, Maurício Munhoz, a rede multiusuária contará com infraestrutura de pesquisa, física e virtual, que propiciarão à comunidade acadêmica, científica e tecnológica, o acesso a insumos e equipamentos para atividades de pesquisa. Uma das metas é assegurar a formação de uma grande teia de relacionamento entre as instituições, colocando fim as limitações estruturais.

“Temos ampliado muito o diálogo entre as instituições e o Estado. O governo tem buscado subsidiar a construção de novos arranjos, cada vez mais alinhados com o atendimento conjunto da população. As universidades têm um corpo muito parecido, e a Seciteci, como secretaria de Estado, deve se aproximar, exatamente por termos gente pensando o Estado nas diversas dimensões. As universidades têm quadros fantásticos de profissionais que trabalham muito para desenvolver pesquisas importantes, e que muitas vezes, trabalham isoladamente e com limitações estruturais. A ideia do coworking é exatamente atacar esse tipo de problema”, afirmou Munhoz.

SERVIÇO – As instituições interessadas deverão submeter propostas até o dia 5 de agosto, pelo formulário online na plataforma SIGFAPEMAT –  http://sigfap.fapemat.mt.gov.br .

Cada proposta aprovada terá o valor máximo de investimento estipulado em R$ 2,9 milhões, e prazo de 24 meses para a estruturação dos laboratórios. Serão atendidas áreas estratégicas como Serviços Agroambientais, Biotecnologia e novos materiais, Serviços tecnológico e computacionais, onde cada proposta submetida deverá indicar apenas uma área estratégica de atuação, podendo ser executadas por Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) pública ou privada sem fins lucrativos sediada no Estado de Mato Grosso.

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