Consumidor

Pesquisa da CDL Cuiabá revela índice acima de 93% de aprovação nas compras on-line

Os serviços mais procurados foram alimentos e bebidas com 56,1% da preferência
Segunda-feira 22 de Junho de 2020
MT Econômico/CDL Cuiabá
Pesquisa da CDL Cuiabá revela índice acima de 93% de aprovação nas compras on-line

Uma nova pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), feita através do seu núcleo de inteligência de mercado, buscou entender o comportamento de compra on-line dos consumidores da capital. Foi aplicado o método de saturação amostral com potenciais clientes em compra nos principais eixos comerciais de Cuiabá.

A pesquisa amostral buscou analisar os hábitos de consumo dos consumidores nessa quarentena, e revelou que as compras por internet tiveram um aumento de novos consumidores de 16,8% e daqueles que já compravam através dos canais on-line, 45,5% relataram que aumentaram as compras, com destaque para a geração X (41 a 55 anos) que consumiu 54% a mais do que consumia em dias normais antes da pandemia.

Os serviços mais procurados foram alimentos e bebidas com 56,1% da preferência, 10,3% para cosméticos e beleza, 7,2% acessórios para eletrônicos e periféricos, 5,1% artigos automotivos, 4,1% medicamentos e suplementos, 3,1% eletrônicos e 3,1% de móveis e eletrodomésticos. Entre as gerações, 76,9% da Z (idade entre 18 e 25 anos) tiveram preferência por alimentos e bebidas.

Com relação ao meio de solicitação do pedido on-line, o resultado da pesquisa apresentou que 30,7% dos entrevistados estão comprando por aplicativo, 28,3% pelo WhatsApp (com a empresa), 22,9% pelo site da empresa, 12,7% por telefone (ligação) e 5,4% pelo Instagram ou Facebook.

Um dado muito importante colhido pela pesquisa, foi a satisfação dos clientes com o cumprimento no prazo de entrega na maioria de suas compras on-line. Segundo o superintendente da entidade, Fábio Granja, o resultado foi surpreendente, 93,3% responderam estarem satisfeitos.

"Isso mostra o empenho e a preparação das empresas em oferecer qualidade nos seus produtos e eficiência nos seus serviços, consequentemente, o resultado desse trabalho é maior lucratividade e reconhecimento de sua marca".

A forma de pagamento mais utilizada nessas compras, segundo os respondentes, foi Cartão de Crédito/Débito 79,9%, Outros (Dinheiro) 10,0%, Boleto 4,3%, PayPal/PicPay/Mercado pago 2,9% e Transferência bancária 2,9%.

Insegurança na hora da compra

Apesar da comodidade e praticidade, compras pela internet ainda provocam receio. Os entrevistados dessa pesquisa foram questionados sobre os principais medos na hora de adquirir um produto/serviço on-line. Produtos/serviços de baixa qualidade foram a resposta de 22,9% dos entrevistados, não ter a garantia da entrega do produto 19,0%, exposição dos dados (no de cartões e dados pessoais) 17,6%, tempo de espera 16,1%, não ter experimentação 9,8%, não ter garantia de devolução/troca 7,3% e outros (Fraudes) 7,3%.

"As tentativas de fraudes aumentaram de forma significativa durante a pandemia, infelizmente ainda existem sites e perfis fakes de compras. O cuidado e a atenção no entanto devem ser redobrados. Preços muito abaixos do valor do mercado podem indicar fraude, por isso é importante pesquisar e se certificar que o canal de compras é seguro. Hoje existem depoimentos, avaliações e sites que disponibilizam as chamadas listas negras com empresas de baixa reputação e da mesma forma existem listas com empresas bem ranqueadas no ambiente do comércio eletrônico", alertou Granja.

Compras em Lojas Físicas

Foram 55% dos entrevistados que responderam que sentem um alto risco, 37,5% baixo risco e 7,5% que não há risco nenhum de contrair o novo coronavírus enquanto fazem compras em lojas físicas.

De acordo com a apuração dos dados, 44% da geração BABY BOOMERS (acima de 56 anos) vê como baixo o risco de contrair o vírus (COVID-19) indo fazer compras em lojas físicas, sendo que 12% desta geração não vê risco algum.

Outro questionamento foi a respeito de quais produtos e/ou serviços buscaram através de compras presenciais nos últimos sessenta dias. A pesquisa apresentou que os mais procurados foram medicamentos ou suplementos com 41,5% da preferência, 23,1% alimentos e bebidas, 7,7% cosméticos e beleza, 6,2% artigos automotivos e 4,6% eletrônicos.

Os respondentes dizem preferir comprar em lojas físicas por terem contato com os vendedores, gostam de sentir, ver o produto, comparar preços, já ter a entrega imediata em mão, mas o destaque ficou pela busca do contato humano.

Compras em Shopping Centers

Com o retorno dos shoppings, dos entrevistados, 25,6% pretendem ir às compras nos próximos sessenta dias para adquirir Vestuário e Acessórios Masculino, 22,2% Vestuário e Acessórios Feminino, 11,8% Cosméticos e Beleza, 11,8% Alimentos e Bebidas (Fast Food e Restaurantes), 8,0%, Vestuário e Acessórios Infantil, 2,8% Bolsas e Mochilas, 2,8% Eletrônicos, 2,8% Móveis e Eletrodomésticos, 2,3% Acessórios para eletrônicos e Periféricos, 2,3% Smartphone, 2,3% Cama / Mesa / Banho e 5,3% outros.

Os entrevistados disseram que nesses locais o ambiente é climatizado, o espaço de lazer e oportunidades de compras são diversos, várias opções de compras e restaurantes, praticidade e conforto para fazer compras, mais segurança, variedades de opções de lojas em um só lugar, cinema e praça de alimentação e inúmeros outros predicados.

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