Milho

Aumento na demanda por milho em Mato Grosso deve elevar preço da ração aos pecuaristas e produtores de suínos

A previsão é que a demanda pelo milho aumente 30% em Mato Grosso
Segunda-feira 11 de Janeiro de 2021
Redação MT Econômico
Aumento na demanda por milho em Mato Grosso deve elevar preço da ração aos pecuaristas e produtores de suínos

Os pecuaristas e criadores de suínos devem pagar mais pelo milho de Mato Grosso para suprir a ração dos animais. Isso deve ocorrer por conta da valorização do cereal e estimativa de crescimento na demanda. 

“O milho que a gente comprou por R$ 30 foi a R$ 70 e agora estamos na fase da arroba em decadência”, disse Aldo Rezende Telles, presidente da Nelore-MT.

"Temos a certeza do custo elevado e se a suinocultura não for remunerada de acordo ao custo, teremos um ano no vermelho”, disse o presidente da Acrismat, Itamar Canossa.

O MT Econômico ressalta que outro desafio dos produtores é superar a possível escassez do cereal. Não há mais estoques como nos anos anteriores, então, agora a nova forma de trabalho será através de contratos futuros. Os produtores terão que se adaptar à essa nova realidade. 

Aumento na demanda

Muitas usinas tem produzido etanol usando como base o milho. As plantas flex, que produzem etanol a partir da cana e do milho vem crescendo em Mato Grosso.

A estimativa de crescimento na demanda do milho este ano é de 5% na área cultivada, com produção de mais de 36 milhões de toneladas, o que deve ser recorde, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A previsão é que a demanda pelo milho aumente 30% em Mato Grosso.

Leia também: Imea eleva estimativa de custo de produção do milho em Mato Grosso

As usinas do Estado devem atingir quase 7,5 milhões de toneladas de milho para produção de etanol em 2020/21, valor bem considerável. A estimativa é bem mais do que 50% do consumo interno em Mato Grosso, que está indo para o etanol. "As perspectivas, olhando para o lado da indústria de processamento de milho, é muito boa. E é importante a gente falar que, desses 7,5 milhões de toneladas que são processados, em torno de pouco mais de 1 milhão viram DDG que em boa quantidade está sendo usado aqui dentro do estado, para consumo animal”, disse o analista do Imea Marcel Durigon.

O aquecimento da demanda causa desequilíbrio e pode deixar o balanço de oferta e demanda pelo cereal bem apertado no mercado interno. “Estamos vendo a disputa pelo milho entre, por exemplo, o consumo para as fábricas de ração e as indústrias de etanol, o que acaba afetando os preços. Hoje, as indústrias estão procurando os produtores mais cedo para comercializar  e garantir um milho mais cedo, mas a parte de consumo para ração está muito incerta ainda”, disse o analista.

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