Visita Bolsonaro MT

Bolsonaro confere in loco potencialidade do etanol de milho em Mato Grosso

Visita foi realizada na usina da Inpasa em Sinop. Além de ganhos econômicos, setor garante ativos ambientais
Segunda-feira 21 de Setembro de 2020
Assessoria
Bolsonaro confere in loco potencialidade do etanol de milho em Mato Grosso

A solidez e a potencialidade do mercado de etanol de milho motivaram a visita do presidente da República, Jair Bolsonaro, à usina da Inpasa Brasil em Sinop, na última sexta-feira (18). Acompanhado por autoridades e empresários, Bolsonaro conheceu o sistema produtivo da planta e os produtos finais da indústria – que fabrica 560 milhões de litros de etanol de milho ao ano, além de óleo de milho, grãos secos de destilaria com solúveis (DDGs) e energia elétrica.

"Ocupamos a menor área para produção de alimentos, somos exemplo para o mundo. Aqui é o coração do Brasil, e é onde vamos conseguir a nossa verdadeira independência perante o mundo", destacou Bolsonaro em sua fala.  

A Inpasa começou suas atividades na cidade de Nueva Esperanza no Paraguai, em 2006. Atualmente, são duas unidades no Paraguai. A segunda planta está localizada em Guayaibí e foi inaugurada em 2018.

No Brasil, a primeira planta industrial é a de Sinop, que começou a ser construída em 2018, recebendo o aporte de cerca de R$ 850 milhões. A segunda unidade da Inpasa no Brasil está localizada em Nova Mutum e começou a operar em agosto de 2020, totalizando um volume anual de 900 milhões de litros de etanol.

Além do biocombustível, a Inpasa produz em suas duas unidades em Mato Grosso 560 mil toneladas de DDGS, 52 mil toneladas de óleo de milho e 495 mil MW de energia elétrica. A empresa mantém 700 funcionários diretos e mobiliza mais cerca de 3 mil postos de trabalho indiretos. Atualmente, comercializa seus produtos com 20 estados brasileiros, além da Europa e Ásia.

Presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco participou da visita técnica e destaca o potencial de evolução do setor. "Houve um impacto no mercado com a pandemia, mas mesmo assim a produção de etanol de milho aumentou 93% de janeiro a julho de 2020, na comparação com o mesmo período em 2019. E a perspectiva é de que continue a crescer", pontua Nolasco.

Ainda neste ano, há previsão de entrada em operação de mais duas indústrias no País, com capacidade de produção de 200 milhões de litros por ano. Com isso, o ano fechará com 18 usinas com capacidade instalada de 3 bilhões de litros do biocombustível a partir do milho. Mantendo-se esse ritmo, a projeção da Unem é de que no ciclo 2020/2021 sejam produzidos 2,5 bilhões de litros.

O mercado do etanol de milho no Brasil aproveita a grande oferta de matéria-prima, principalmente no Centro-Oeste brasileiro, e contribui para acelerar outros setores produtivos. Um deles é a produção de proteína animal, que pode ser intensificada a partir do emprego do DDG na nutrição dos animais. O setor de reflorestamento também é aquecido diretamente pela produção do biocombustível.

"Além de sermos autossuficientes na produção energética, as usinas mais modernas praticamente não produzem resíduos e aproveitam ao máximo o milho. E tudo isso com ganhos ambientais, já que é possível intensificar a produção de carnes sem a abertura de novas áreas, e atendendo o desafio nacional de ampliar a matriz brasileira de combustíveis renováveis", analisa o presidente da Unem.

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