Frete

Conab detecta redução de até 11% no frete aos portos do Arco Norte

O menor custo dos fretes, a partir das melhorias na infraestrutura, influencia diretamente no aumento de embarques dos produtos agrícolas, principalmente milho e soja, pelos portos do Arco Norte
Quarta-feira 28 de Outubro de 2020
Conab
Conab detecta redução de até 11% no frete aos portos do Arco Norte

Os custos do frete rodoviário entre Mato Grosso e o porto de Miritituba, no Pará, tiveram redução de até 11%. É o que mostra o Boletim Logístico produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado no site da estatal. De acordo com o estudo, a queda é reflexo do fim das obras de pavimentação da BR-163, e representa um estímulo ao escoamento por esse corredor. A melhoria refletiu nas exportações de Mato Grosso e permitiu um aumento percentual significativo em 2020 em relação aos portos tradicionais de Santos/SP e Paranaguá/PR.
 
“O crescimento da participação dos portos no Arco Norte é uma realidade. Essas rotas não podem mais ser tratadas como alternativas, mas como solução para o escoamento da crescente produção agrícola do Brasil”, afirma o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.
 
Segundo Guth, o menor custo dos fretes, a partir das melhorias na infraestrutura, influencia diretamente no aumento de embarques dos produtos agrícolas, principalmente milho e soja, pelos portos do Arco Norte. “Enquanto os produtores do cereal e da oleaginosa em Mato Grosso observavam preços de escoamento menores em setembro para os portos de Santarém/PA, Porto Velho/RO e Itaqui/MA, além de Miritibuna, o trajeto para o porto de Santos teve acréscimo de 3%, quando comparado com os valores praticados no mesmo mês do ano passado".
 
Cenário atual de preços – Com o período da entressafra em Mato Grosso, as cotações de frete começaram a cair em setembro no estado do Centro-Oeste. No entanto, mesmo com a queda apresentada, os valores encontram-se em patamares mais elevados que no ano anterior em determinadas rotas. Esse arrefecimento controlado deve-se à movimentação ainda existente para o escoamento de milho e soja no estado.
 
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