A pesquisa que avalia a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá atingiu 77,1 pontos em abril, um forte crescimento de 4,3% sobre o mês anterior e de 10,7% no comparativo com igual período do ano passado. O levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizado em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF/MT), apresentou a quarta alta consecutiva e se aproxima de índices pré-pandêmicos, como do registrado em abril de 2020, quando somava 80,8 pontos.

Entre os subíndices avaliados na Capital, o IPF/MT constatou resultados positivos em todos, com destaque no indicador de Compra a Prazo (Acesso ao Crédito) e no Nível de Consumo Atual, com 6,5% e 6,4%, respectivamente. O indicador de Emprego Atual, que segue crescendo desde fevereiro, neste mês apresentou a menor variação de alta, ainda assim, o percentual dos entrevistados que disseram estar desempregados caiu de 12,9% em março para 11,2% em abril. O índice é menor ainda no comparativo com abril de 2021, quando atingia 15,7% dos entrevistados em Cuiabá.

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O superintendente da Fecomércio/MT, Igor Cunha, confirmou o bom crescimento da pesquisa, reforçando a tendência de recuperação da economia e, consequentemente, de aumento no consumo a curto e médio prazo. “Com uma forte alta no mês, sendo a quarta consecutiva, e uma melhora considerável do índice se aproximando de patamares pré-pandêmico, a pesquisa demostra otimismo por boa parte da população, visto que o consumo está sendo estimulado, em razão do cenário positivo da economia”, explicou.

Quando comparado com o índice geral nacional, o subíndice que monitora a situação do emprego das famílias obteve maior aumento no período, com a Capital apresentando menor expansão do seu índice. “Apesar de menor o crescimento observado na Capital do Estado, o que pode ser visto com preocupação, o índice geral da pesquisa em Cuiabá reflete o aumento na intenção de consumo das famílias para os próximos meses”.

Pelo lado pessimista, a pesquisa traz uma variação negativa para as famílias que recebem mais de 10 salários-mínimos, de -2,5% sobre o mês anterior, contabilizando, assim, 101,6 pontos. Com a queda, o índice atual se aproxima do registrado em abril do ano passado, quando somou 101,5 pontos naquele ano.

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