PRODUTOR MUNDIAL

Brasil pode ultrapassar EUA como maior produtor mundial de soja

Esse volume seria resultado de uma área plantada também recorde, de 36,4 milhões de hectares
Segunda-feira 16 de Setembro de 2019
INTL FC Stone/MT Econômico
Brasil pode ultrapassar EUA como maior produtor mundial de soja

Se as expectativas da consultoria INTL FCStone se concretizarem, o Brasil deve ultrapassar os EUA e ocupar o posto de maior produtor mundial de soja. Em sua primeira estimativa para a safra brasileira de soja 2019/20, houve uma produção recorde, de 121,4 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% frente a 2018/19.

“Esse volume seria resultado de uma área plantada também recorde, de 36,4 milhões de hectares, com o aumento do plantio em vários estados, representando um crescimento médio de 1,6% em relação ao registrado no ciclo 2018/19”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi. Destaca-se a expansão sobre pastagens em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso do Sul, também há incorporação de algumas áreas de cana-de-açúcar.

No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que o arroz perca áreas para a soja neste ano, principalmente na metade sul, além de alguma área de pastagem. Já na Bahia, espera-se a incorporação de áreas novas, além de expansão sobre o algodão.

Segundo estimativa divulgada pela consultoria, o consumo interno de soja deve continuar crescendo com a produção de carnes e o aumento da mistura obrigatória de biodiesel. A expectativa é que a demanda doméstica atinja 46,5 milhões de toneladas.

“Quanto às exportações, uma safra maior abre espaço para o crescimento dos embarques, mas tudo vai depender do volume de compras chinesas e se um acordo comercial vai ser alcançado em breve ou não”, pondera a analista Ana Luiza. Com exportações em 75 milhões de toneladas, os estoques finais da safra 2019/20 continuariam em níveis reduzidos, estimados em 1,62 milhão de toneladas.

Em relação à safra 2019/20 de milho, a INTL FCStone divulgou sua estimativa para a primeira safra, em 26,3 milhões de toneladas, nível muito próximo do registrado no ciclo anterior.

“A área plantada do cereal ficou praticamente estável no comparativo anual, em 4,9 milhões de hectares, e a produtividade também segue a tendência dos últimos anos até o momento”, afirmou a consultoria, em relatório.


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