CARGA TRIBUTÁRIA

Carga tributária pode tirar poder de compra da população, alerta CDL Cuiabá

As lideranças do setor empresarial têm procurado a interlocução com os deputados no sentido de equacionar esse problema
Segunda-feira 01 de Julho de 2019
CDL Cuiabá
Carga tributária pode tirar poder de compra da população, alerta CDL Cuiabá

A Câmara de Diretores Lojistas de Cuiabá (CDL) alerta que um projeto de lei (PL), sobre a revisão dos incentivos fiscais a empresas que atuam no estado, protocolado na semana passada  pelo governo do Estado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tem gerado preocupação, principalmente para o setor empresarial e consumidores, que pagarão a conta final, caso a carga tributária tenha aumento

Para os representantes do setor empresarial de Mato Grosso, caso o PL seja aprovado, deve causar um grande impacto em praticamente todos os produtos comercializados no Estado. A carne, por exemplo, terá um aumento de 7% no preço final. Outros produtos também terão mudanças significativas nos valores como medicamentos, onde o aumento do imposto pode chegar a 70%, e material de construção que deve ter um reajuste de mais de 30%.

Para os consumidores, que serão os maiores prejudicados com a aprovação do PL, a sensação é de insegurança e medo de que a carga tributária que já é alta em Mato Grosso fique ainda maior, estagnando assim a economia do Estado.

De acordo com Marcelo Marcorio, que trabalha na área de construção civil, se aumentar ainda mais a carga tributária, empresas deixarão de investir na cidade. “Eu não concordo, em hipótese alguma com esse projeto. Se for aumentar ainda mais o material de construção, você vai incentivar as construtoras a não fazer mais, não expandirem seus negócios, e isso consequentemente não ajuda a desenvolver o Estado. Hoje vemos indústrias indo se instalar em outros Estados justamente por causa da alta carga tributária e falta de incentivo aqui em Mato Grosso”, afirmou ele.

A situação também deve ficar muito difícil para a aposentada Maria José Cardoso, do bairro Cidade Alta. Ela consome mensalmente diversos tipos de medicamentos. Caso o reajuste seja implantado não sabe como fará para compra-los. “Isso vai ser muito ruim, eu uso os remédios direto para pressão e colesterol e não posso parar. Não sei como farei para continuar comprando caso tenha esse aumento”, disse ela que vive da aposentadoria.

Com isso, as lideranças do setor empresarial têm procurado a interlocução com os deputados no sentido de equacionar esse problema de uma forma que seja boa para o Estado, para o empresário e principalmente para o consumidor.


COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS