Cesta Básica cuiabana registra alta anual de 14,54% e consome 57% do salário mínimo

A Cesta Básica em Cuiabá registrou média de R$ 693,81, em maio, conforme levantamento mensal realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na comparação com igual mês do ano passado, há alta de 14,54%, já que em maio de 2021 o conjunto de alimentos básicos havia sido cotado a R$ 605,44.

Enquanto na maioria das capitais brasileiras houve recuo do peso inflacionário sobre os alimentos básicos, em Cuiabá, aa passagem de abril para maio a variação foi positiva, impondo mais uma alta de 0,82%.

Com as majorações, o cuiabano está desembolsando mais da metade do salário mínimo bruto, para aquisição do conjunto de alimentos, ou seja, em maio, a cesta abocanhou 57% do piso nacional.

Diante da performance de preços na Capital, a Cesta Básica em Cuiabá é a 8ª mais cara entre as capitais brasileiras e a 3ª com o maior valor do Centro-Oeste. Conforme dados de outro levantamento, agora do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), que realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em 17 capitais, maio teve o seguinte ranking: São Paulo R$ 777,93 com a cesta mais cara do Brasil, seguido por Florianópolis R$ 772,07, Porto Alegre R$ 768,76, Rio de Janeiro R$ 723,55, Curitiba R$ 713,68, Campo Grande R$ 706,12, Vitória R$ 698,24, Brasília R$ 696,34 e Cuiabá R$ 693,81.

Carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga, integram o conjunto de alimentos tidos como básicos para uma família de quatro pessoas por 30 dias.

NO PAÍS – Ainda conforme o Dieese, o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento. Entre abril e maio, as quedas expressivas ocorreram em Campo Grande (-7,30%), Brasília (-6,10%), Rio de Janeiro (-5,84%) e Belo Horizonte (-5,81%). As elevações foram registradas em Belém (2,99%), Recife (2,26%) e Salvador (0,53%).

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Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em maio de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 6.535,40, ou 5,39 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em abril, o valor necessário era de R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o piso mínimo. Em maio de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.351,11, ou 4,86 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00.

ANÁLISE – Desde janeiro de 2016, o Diesse suspendeu a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos na capital mato-grossense, avaliação mensal que vem sendo realizada pelo Imea.

O Imea alterou a forma de divulgação dos preços da cesta básica, em junho do ano passado, e por isso não é possível saber quais alimentos contribuíram para o avanço anual do preço.

Mas, como o Imea utiliza a mesma metodologia do Dieese, é possível inserir Cuiabá no ranking nacional e analisar o comportamento do preço dos alimentos básicos a cada período.

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