Cesta básica de Cuiabá segue tendência nacional e se mantém em alta

A cesta básica de Cuiabá atingiu preço médio de R$ 688,19 em abril. Na comparação anual, com o mesmo mês do ano passado, há incremento de 14,85% sobre o preço médio de R$ 599,81 apurados em abril de 2021. Com essa variação, o cuiabano despendeu 56,76% valor do salário mínimo para aquisição da cesta básica.

Com mais essa alta, o conjunto de alimentos de Cuiabá integra o rol das cestas básicas que aumentou de preços na passagem de março para abril. Na Capital do Estado, por exemplo, os alimentos saíram de R$ 661,34 para atuais R$ 688,19. Com a variação, Cuiabá exibe o 10º maior valor entre as capitais brasileiras analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

No ranking nacional, estão a frente da cesta cuiabana: São Paulo R$ 803,99, Florianópolis R$ 788,00, Porto Alegre R$ 780,86, Rio de Janeiro R$ 768,42, Campo Grande R$ 761,73, Brasília R$ 741,55, Curitiba R$ 739,28, Vitória R$ 729,31 e Belo Horizonte R$ 693,41. No Centro-Oeste, Cuiabá é a terceira mais cara, a frente de Goiânia, cujo valor foi de R$ 682,87, e é o menor da região.

Desde janeiro de 2016, o Diesse suspendeu a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos na capital mato-grossense, avaliação mensal que vem sendo realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que adota a mesma metodologia do Departamento e por isso é possível inserir Cuiabá no contexto nacional. No entanto, o Imea alterou a forma de divulgação dos preços da cesta básica e por isso não é possível saber quais alimentos contribuíram para o avanço anual do preço.

O Imea mostra apenas que na passagem março para abril houve alta de 4,06%. O conjunto de alimentos é formado por 13 itens básicos que são suficientes para alimentação de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, por 30 dias.

AVALIAÇÃO – De acordo com o Imea, na variação da cesta básica da Capital mato-grossense e das demais cidades brasileiras – elaborada pelo Dieese – nota-se que todas apresentaram alta de preços no mês de março. “Contudo, Cuiabá foi a capital que registrou a menor alta (11,19%), se comparado ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, a capital vizinha, Campo Grande, registrou a maior variação no comparativo anual – mar/22 e mar/21 – (29,44%), seguido por Fortaleza (22,82%) e Rio de Janeiro (22,55%)”.

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Conforme os analistas do Imea, o aumento generalizado da cesta registrado em todo o País ocorre, sobretudo, pela valorização do café, açúcar e tomate, que registraram perdas na produtividade por problemas nas condições climáticas. “Esse incremento afeta, principalmente, os brasileiros de menor renda, que gastam a maior parte dos seus recursos com a aquisição de alimentos”.

DIESSE – Em abril, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em todas as capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre março e abril, as altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). A menor variação foi observada em João Pessoa (1,03%).

Com base na cesta mais cara, que, em abril, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em abril de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em março, o valor necessário era de R$ 6.394,76, ou 5,28 vezes o piso mínimo. Em abril de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.330,69, ou 4,85 vezes o mínimo vigente na época, de R$ 1.100,00.

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