Setor Imobiliário

Com a crise econômica alguns imóveis perderam valor de mercado em Cuiabá, pode ser um bom momento para comprar

Em Mato Grosso, as empresas têm lançado poucos produtos, sendo que muitos imóveis ainda estão no estoque
Sexta-feira 04 de Outubro de 2019
MT Econômico
Com a crise econômica alguns imóveis perderam valor de mercado em Cuiabá, pode ser um bom momento para comprar

A construção civil é um dos setores mais afetados pela crise econômica iniciada em 2014. Inúmeros empregos deixam de ser gerados com o esfriamento do setor. E para completar, o governo federal estuda reduzir a verba para 2020 do programa social Minha Casa Minha Vida, conforme falado anteriormente pelo MT Econômico neste link.

Em Mato Grosso, outra dificuldade do setor é o Fethab, onde o governo estadual não investe em habitação, algo previsto no programa. O recurso em sua maior parte é utilizado para construir estradas para beneficiar os produtores rurais, já que os mesmos contribuem com o fundo. Com isso, a diversificação do modal logístico fica cada vez mais longe de acontecer no estado, pois o lobby do setor rodoviário é grande.

Setor imobiliário e construção

Em Mato Grosso, as empresas têm lançado poucos produtos, sendo que muitos imóveis ainda estão no estoque, ou seja, são projetos que já existiam. A desvalorização dos imóveis também é algo que tem preocupado o setor.

Uma empresa que atua na área de loteamento para condomínios em Cuiabá, lançou um empreendimento há cerca de quatro anos atrás a um valor médio de 100 mil e chegou a valorizar até R$ 140 mil, mas atualmente, já é vendido pelo preço menor que o lançamento, na faixa de R$ 95 mil, conforme apurado pelo MT Econômico. Algumas casas em condomínio fechado também estão com valor praticado abaixo do previsto. Muitas empresas estão querendo zerar os estoques e fazem promoção para atrair consumidores.

No Brasil, a redução da atividade também gerou reflexos no mercado de trabalho e na geração de negócios. Dados mais recentes da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o número de empresas ativas no ramo da construção civil diminuiu de 126.880, em 2016, para 126.316, em 2017 . Desde 2013, período pré-crise, o setor perdeu mais de 800 mil postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cagead). 

Expectativa

O termômetro do mercado local ainda não subiu como o esperado, mas projeta boas expectativas e muitas pessoas já estão realizando o sonho da casa própria ou trocando seus imóveis. 

Recentemente, teve até um feirão de imóveis em Cuiabá que registrou inúmeras vendas. A perspectiva da economia para os próximos anos é melhor e por isso, muitos já estão comprando, ao invés de deixar para fazer negócio com o mercado muito aquecido, pois quando todos procuram por algo ao mesmo tempo, a tendência é que os preços subam. Ou seja, é um momento interessante de pensar em comprar, seguindo a lógica de mercado e tendência econômica mais positiva, segundo avalia o MT Econômico.


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