ECOMMERCE

Comércio eletrônico na China supera as vendas do resto do mundo

Um dos maiores aplicativos de entrega do país, o Meituan, tem mais de 400 milhões de usuários e administra, todos os dias, cerca de 20 milhões de pedidos e quase 600 mil entregadores ativos.
Sexta-feira 19 de Julho de 2019
ÉPOCA
Comércio eletrônico na China supera as vendas do resto do mundo

Pesquisa  da consultoria Emarketer  aponta que a China mais uma vez sai na frente do resto do mundo e que em 2020, o ecommerce chinês deve movimentar US$ 2,5 trilhões, quase US$ 1 trilhão a mais do que a soma do resto do mundo.

Na China é comum os chamados superaplicativos —  aqueles que prometem entregar qualquer item aos usuários, de comida a remédios —, popularizaram-se muito antes da Rappi ou Glovo. Além dos tradicionais deliveries, popularizou-se até a entrega de café. A Luckin Coffee, que entrou no mercado chinês para competir com a Starbucks, entregou 85 milhões de cafés no ano passado.

Um dos maiores aplicativos de entrega do país, o Meituan, tem mais de 400 milhões de usuários e administra, todos os dias, cerca de 20 milhões de pedidos e quase 600 mil entregadores ativos. Essa operação rendeu à empresa um faturamento de 75,6 bilhões de yuans (R$ 175,8 bilhões) no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período, a Amazon registrou receita de US$ 59,7 bilhões (R$ 224,7 bilhões).

O resultado? As ruas das grandes cidades chinesas andam cheias de entregadores carregando mochilas e pacotes das mais variadas empresas de entrega e há uma enorme demanda por armazéns. Ano passado, os espaços de logística somaram mais de 50 milhões de metros quadrados na China.

Há, entretanto, um problema trazido pelo rápido crescimento do ecommerce. Segundo reportagem do El País, os gastos com logística na China representaram 14,6% do PIB, bem mais do que os 7,7% dos Estados Unidos.


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