Endividamento: veja as dicas da Proteste para evitar apertos

Em tempos de crise, usar o limite do cheque especial ou o cartão de crédito para compras é tentador. Porém, a Proteste alerta os consumidores a terem maior cuidado com essa tentação do crédito fácil, para evitar o endividamento excessivo.

“Quase sempre, o endividamento começa sem ser percebido. No primeiro mês, o consumidor não consegue pagar o total da fatura do cartão de crédito, sendo obrigado a entrar no rotativo. No segundo mês, o valor da fatura já começa a comprometer uma parte grande do salário. Em consequência disso, a pessoa se vê obrigada a utilizar o limite do cheque especial, até que chega um ponto que ela precisa buscar outras linhas de crédito e, com o desespero de resolver a situação, acaba aceitando a primeira oferta de crédito oferecida, pegando um empréstimo para quitar outro empréstimo, e o efeito bola de neve começa”.

De acordo com os dados da CNC, essa era uma situação já vinha se desenhando mesmo antes da pandemia. Com a queda da atividade econômica, muitas pessoas se viram sem renda ou com renda reduzida, e a tendência é de que o endividamento assuma proporções ainda maiores.

Os consumidores precisam ter muito cuidado com a contratação de crédito. “Quanto mais fácil o crédito, mais altas são as taxas de juros cobradas, e quando o consumidor se vê sem saída, a tendência é que, ao tentar resolver o problema, se enrole em mais dívidas”.

Além de cobrar juros elevados, as instituições financeiras estão facilitando cada vez mais o processo de concessão de crédito, e essas facilidades induzem as famílias a contraírem vários financiamentos, o que em pouco tempo terá consequências na capacidade de pagamento.

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1. Reserva financeira – Poucas pessoas têm o hábito de se preparar para gastos inesperados, que podem aparecer em nosso cotidiano, e alguns desses imprevistos podem exigir o desembolso de uma quantia considerável do seu orçamento, e é justamente assim que podem surgir dívidas e o pesadelo do endividamento. Por isso a importância de se fazer um planejamento financeiro e de se ter uma reserva financeira, para que não seja pego de surpresa por eventualidades.

“Sem um dinheiro guardado, qualquer emergência ou situação que saia do ‘script’ diário (compra de remédios, conserto de um aparelho, obras emergenciais em casa, acidente de trânsito, entre outros) pode destruir o seu orçamento. Por isso a importância de organizar os gastos mensais e, se possível, reservar 30% do seu salário para despesas extras. Afinal, ninguém está livre delas”.

2. Planejamento – O gasto com aluguel, supermercado, luz e telefone, entre outros, são inevitáveis, mas não invariáveis. O que isso quer dizer? Que você pode (e deve) controlá-los a seu favor. Por exemplo, tirar os itens supérfluos da lista de mercado costuma gerar uma boa economia, pelo menos até quando conseguir equilibrar as finanças. Ou, até mesmo, se mora em imóvel alugado, considerar a mudança para um local com aluguel inferior, para gerar uma economia no final do mês.

3. Evite parcelamentos – O parcelamento pode parecer vantajoso, especialmente quando não há cobrança de juros. Mas Rodrigo alerta os consumidores a não caírem nessa armadilha. “O problema é que é fácil, e também comum, perder a visão do conjunto todo. Resultado: várias pequenas parcelas viram uma grande dívida no final do mês, a ponto de não ter como quitá-la”.

4. Controle pequenos gastos – Muitas vezes, as pessoas se preocupam com contas maiores, como aluguel e prestação do carro, entre outras, mas se esquecem de pequenas despesas do dia a dia. “É uma água para matar a sede, um lanchinho, um cafezinho. Gastos que, quando somados, no final do mês, representam uma boa parte dos ganhos. Por isso é importante ter um controle das pequenas despesas também”.

5. Crie o hábito de guardar recursos para emergências – A reserva para eventualidades é essencial. Assim, os consumidores devem fazer pequenos depósitos mensais em uma conta reservada para emergências, até que esse hábito seja incorporado de forma tranquila no planejamento financeiro, com percentuais maiores de seu rendimento para sua reserva financeira.

“Esta reserva vai servir justamente para suprir aquele gasto imprevisto e geralmente de alto valor, que pode alterar seu equilíbrio financeiro. Cultivando este hábito você tem a vantagem de não precisar contrair novas dívidas”.

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