O consumidor mato-grossense está diante de mais uma alta, desta vez, sobre o preço do gás de cozinha, o GLP de 13 quilos, já em vigor. Conforme a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), desde ontem, o insumo está custando 7% a mais devido a um ajuste feito pelas distribuidoras do produto. Rumores no setor indicam que a Petrobras também deverá reajustar o preço do combustível, que já acumula 38% de alta no ano.

Na prática, a majoração deve acrescentar pelo menos mais R$ 8 ao botijão. Mato Grosso tem o preço mais alto da matriz no País. Conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio praticado no varejo estadual fechou o mês de agosto a R$ 114,41. Considerando a alta de 7%, esse valor médio deve passar a cerca de R$ 122,41. Qualquer valor a mais sobre o preço médio do botijão no Estado será um novo recorde ao valor do insumo, dentro da série histórica local da ANP.

Na comparação anual de preços médios, a ANP aponta alta de quase 20% sobre o gás de cozinha no Estado. Em agosto do ano passado o preço médio vigente era de R$ 92,48.

Em Alta Floresta, Sinop e Sorriso, o botijão foi comercializado por R$ 130 no mês passado.

De acordo o presidente da Asmirg, Alexandre Borjaili, o reajuste das distribuidoras teve como justificativa o dissídio da categoria e inflação. O aumento médio por botijão foi de R$ 5,80, sendo que mais R$ 0,30 foi adicionado em alguns estados pelo reajuste do ICMS no mês passado.

“E há um murmúrio de que a Petrobras vai aumentar também no início do mês”, disse Borjaili ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que discorda do aumento das distribuidoras, considerando que o valor do produto já está muito alto.

De acordo com dados a ANP, o preço médio do botijão de GLP de 13 Kg entre 22 e 28 de agosto era de R$ 93,65, sendo que em algumas localidades o produto chega a custar R$ 130,00.

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