central de abastecimento

Medidas tomadas para evitar coronavírus geram queda de preço nos legumes e verduras em Cuiabá

Dados são da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e foram divulgados nesta quarta-feira (1).
Quarta-feira 01 de Abril de 2020
MT Econômico
Medidas tomadas para evitar coronavírus geram queda de preço nos legumes e verduras em Cuiabá

Dados da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) apontam a queda nos preços das frutas, legumes e verduras mais vendidos em Cuiabá. Comparativo foi feito entre os meses de fevereiro e março. Segundo especialistas, queda é resultado das medidas tomadas para evitar a proliferação do novo Coronavírus. 

Impactos foram percebidos na Central de Abastecimento de Cuiabá, que abastece o comércio atacadista e varejista da capital e do interior. Eles eram responsáveis por fornecer alimentos aos feirantes, proprietários de restaurantes e distribuidores de merendas escolares, diretamente afetados pelas proibições das medidas emergenciais impostas pelo Estado. 

Chuchu, berinjela, jiló, pimenta-de-cheiro, quiabo, banana maçã, banana nanica, mamão formosa e tangerina foram os alimentos diagnosticados com menores preços. No caso do jiló e do chuchu, a redução foi superior a 50%. Uma caixa de chuchu, antes vendida a R$ 60, hoje pode ser encontrada por R$25. 

“Nossos clientes hoje são apenas as redes de atacado e proprietários de mercados de pequeno porte, que ainda estão funcionando nesse período. Nosso atendimento reduziu drasticamente. Eu diria uns 60% a menos do que estamos acostumados”, comentou o permissionário João Gomes.

Por outro lado, itens que são produzidos em outros estados tiveram alta no preço. Entre eles estão o alface americana, alho, batata, cenoura, cebola, uva niágara e ovos. A cebola, por exemplo, teve alta de 48%. Caixa de 20 kg saltou de R$ 40 para R$ 60. 

“Já aqueles itens produzidos no Estado, como as verdurinhas em geral, os preços caíram justamente porque a busca por eles foi reduzida drasticamente por causa do isolamento da população, e por serem perecíveis o produtor está tendo de abaixar os valores para não ter um prejuízo maior”, explicou a coordenadora de Acesso aos Seaf, Doraci Maria de Siqueira. 


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