MERCADO IMOBILIÁRIO

Mercado imobiliário de Mato Grosso cresceu 15% neste ano

O valor contratado por meio de financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em Mato Grosso aumentou 15% este ano
Segunda-feira 11 de Dezembro de 2017
Redação
Mercado imobiliário de Mato Grosso cresceu 15% neste ano
Foto: Reprodução

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)  mostram uma reação no mercado imobiliário local. O valor contratado por meio de financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em Mato Grosso aumentou 15% este ano. Até outubro foram financiadas 2,642 mil unidades, ao total de R$ 618,168 milhões. No mesmo período de 2016, a quantia foi menor, ao negociar 2,230 mil unidades por R$ 536,470 milhões. 

De acordo com o presidente do Sindicato de Habitação (Secovi/MT), Marco Pessoz, o setor percebe o aquecimento nas vendas este ano, estimulada pela evolução dos indicadores econômicos, a exemplo da redução dos juros.

“A queda fez com que as pessoas voltassem a comprar, porque saímos de uma taxa de 12% no ano passado para uma média de 9% este ano, que é uma grande redução, porque são de 20 a 30 anos de financiamento”. Outro fator que influencia o resultado positivo é o número maior de unidades novas entregues este ano em relação ao ano anterior. Sendo um investimento de longo prazo, os empreendimentos entregues em 2017 tiveram a construção iniciada antes da crise, por volta de 2013 a 2014, quando o setor imobiliário estava em “pleno vapor”. De lá para cá, o mercado contraiu e o setor viu as vendas “minguarem”. Consequentemente, os investimentos retraíram e nos próximos anos o consumidor verá menos entregas, com pouca variedade, avalia Pessoz. 

“Desde 2014, as construtoras seguraram os investimentos. A consequência é que até 2020 a oferta de empreendimentos de classe média e média alta será reduzida, com a entrega de 1 ou 2 empreendimentos ao ano, no máximo. Hoje, o consumidor pode escolher, mas nos próximos anos haverá pouca oferta e o preço pode subir”, prevê Pessoz.

 


COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS