Mesmo com redução sobre consumo,  cuiabanos gastaram mais em relação a 2020

A pesquisa que mede a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá, no mês de novembro, apresentou queda de 1,2% sobre o mês anterior e atingiu 72,4 pontos. Ainda assim, os dados levantados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) são melhores que os verificados no mesmo período do ano passado, quando somava 68,4 pontos.

A recente queda da pesquisa reflete os efeitos da elevação nas taxas de juros e da inflação que atingiu todo o mundo. A explicação é do diretor de Pesquisas do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF/MT), Maurício Munhoz, que destacou que Cuiabá resistiu mais do que o resto do país, “já que no mês passado, enquanto o Brasil já apresentava queda no índice de intenção de consumo das famílias, a Capital mantinha o mesmo índice”.

Maurício Munhoz salientou, ainda, que o cidadão está cauteloso com o consumo, em função da insegurança com a Perspectiva Profissional. “O clima inflacionário deixa a impressão de que haverá uma diminuição no consumo, no entanto, contraditoriamente, o próprio entrevistado afirma que sua perspectiva de consumo continua grande”.

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Dos componentes que compõem a pesquisa, a Perspectiva de Consumo se destacou com a maior variação positiva mensal, de 6,4%, atingindo 61,7 pontos – a pontuação atual ainda indica uma percepção de insatisfação por estar abaixo de 100 pontos -. Para efeito de comparação, este componente atingia 49,3 pontos no mesmo período do ano passado.

Com relação ao componente Perspectiva Profissional, a queda mensal observada foi de -7,5%, chegando aos atuais 88,4 pontos. Já no mesmo período do ano passado, o componente acumula queda de 9,4%, quando somava 97,5 pontos.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, também reforçou a alta inflacionária no país e a notável diminuição no poder de compra das famílias. “A Renda Atual dos cuiabanos, divulgado na pesquisa, apresentou queda mensal de 4,7% sobre o mês anterior, o que ajuda a mostrar uma desaceleração na recuperação da economia. Mesmo assim, ainda temos observado condições mais favoráveis em 2021 sobre o ano anterior”, disse Wenceslau Júnior.

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