Enxugamento

Na crise, indústria se viu obrigada a cortar mais de 1,1 milhão de vagas

Após crise, setor passou a empregar apenas 7,7 milhões de brasileiros; no período, salário das vagas remanescentes diminuíram 14,7%
Sábado 22 de Junho de 2019
IBGE / MT Econômico
Na crise, indústria se viu obrigada a cortar mais de 1,1 milhão de vagas

Uma pesquisa divulgada pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  aponta que a indústria brasileira entre os anos de 2014 e 2017  fechou 1,104 milhão de vagas de emprego. No mesmo período, o salário das vagas remanescentes diminuíram 14,7%.

Em 2017, segundo o IBGE, haviam 7,7 milhões de brasileiros trabalhando na indústria, 12,5% a menos do que em 2014, quando 8,8 milhões estavam empregados no setor. O número também é 1,9% menor que em 2008, quando haviam 7,8 milhões de pessoas empregadas pela indústria.

Na indústria extrativa, a queda foi de 15,6%, enquanto nas indústrias de transformação, foram perdidos 12,5% dos postos de trabalho. Os setores mais afetados nesse período foram: atividades de apoio à extração de minerais (-35,4%), fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores,  (-33,3%) e fabricação de máquinas e equipamentos (-24,8%). As altas em destaque foram: fabricação de produtos alimentícios (1,5%) e fabricação de produtos do fumo (6,4%).

Em comparação com o ano de 2008, a indústria brasileira perdeu 145,8 mil empregos em 2017, o que representa menos 1,9% do total de pessoas ocupadas no setor, em 2008. Isso se deu sobretudo nas indústrias de transformação, com queda de 2,4% no pessoal ocupado no período, enquanto as indústrias extrativas cresceram 22,1%.

Salário

Quanto ao valor pago pela indústria, a queda chegou a 14,7%, em média, desde 2014. Mais uma vez, a perda salarial nas indústrias extrativas (-31,2%) foi bem maior que nas indústrias de transformação (-13,9%). Quanto à receita líquida de vendas da indústria geral, também houve queda em termos reais, de 7,7% entre 2014 e 2017. No setor extrativo (-16,9%) a perda foi mais intensa do que nas indústrias de transformação (-7,4%).

As variações de salários e de receitas foram calculadas, respectivamente, a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e do Índice de Preços ao Produtor (IPP), que passou a incorporar as indústrias extrativas em 2014.

Na última pesquisa publicada pela FGV  a confiança do empresário industrial caiu, conforme publicação anterior aqui.

Perspectiva futura

A indústria é um importante setor na economia e deve se beneficiar com o aumento da demanda mundial de consumo, em especial de alimentos, conforme citado em palestra realizada pelo economista Ricardo Amorim em Cuiabá. Veja mais sobre esse assunto nessa outra publicação especial do MT Econômico neste link.

 

 


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