Taxação dos mais ricos

Pesquisadores apontam contribuição dos mais ricos para sustentar auxílio emergencial

Estudo apontou que a prorrogação por mais três meses custaria R$ 40,5 bilhões por mês. Por isso, a necessidade de procurar outras maneiras para aportar o benefício.
Segunda-feira 01 de Junho de 2020
MT Econômico
Pesquisadores apontam contribuição dos mais ricos para sustentar auxílio emergencial

Grupo de pesquisadores propõe uma contribuição emergencial que taxe renda dos mais ricos para sustentar programa aos mais pobres sem evitar o desequilíbrio das contas públicas

A Rede de Pesquisa Solidária começou a trabalhar em abril e tem produzido boletins semanais com os resultados de seus estudos. Pesquisadores da Universidade de São Paulo e de instituições como o Cebrap participam da iniciativa.

Conforme estimativa dos especialistas, prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 pago aos trabalhadores de baixa renda se tornará inevitável. Com isto, União deverá buscar outras maneiras para financiá-lo. 

Pesquisadores monitoram as políticas públicas aplicadas no combate à pandemia e reúnem pessoas de instituições acadêmicas públicas e privadas.

Dos R$ 152 bilhões destinados ao auxílio, Governo já gastou R$ 75 bilhões para pagar as duas primeiras parcelas do benefício. Lei decretou o pagamento por três meses. Dados da Caixa Econômica Federal apontam que foram 58 milhões de beneficiários.

Instituição Fiscal Independente, vinculada ao Senado, estimou no início de maio que o custo do programa poderá atingir R$ 154 bilhões com o cadastramento de novos beneficiários e o agravamento da crise econômica.

Estudo apontou que a prorrogação por mais três meses custaria R$ 40,5 bilhões por mês. Por isso, a necessidade de procurar outras maneiras para aportar o benefício. 

Contribuição atingiria pessoas com alíquotas de 10% a 20% para os que tiverem renda mensal superior a R$ 15,6 mil. Cálculo aponta que novo imposto permitiria arrecadar R$ 142 bilhões em um ano.

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