Preço da gasolina despenca e litro é comercializado a R$ 5,09

Mais do que nunca vale à pena ficar atento aos postos de combustíveis pelo caminho. Em Várzea Grande, por exemplo, em um trecho de cerca de 500 metros, na Avenida Arthur Bernardes, entre os bairros Ipase e Planalto Ipiranga, o litro da gasolina pode ser encontrado tanto a R$ 5,99 como a R$ 5,09. Sim, R$ 5,09, o menor valor já registrado pelo MT Econômico em pouco mais de 12 meses.

No posto, os frentistas não explicam muito, apenas informam que é uma promoção para fazer “caixa nesse começo de mês”. Enquanto o posto revende o litro da gasolina a R$ 5,09, vizinhos deles fixam valores diferentes: R$ 5,29, R$ 5,37 e até R$ 5,99. Ainda que haja variação, a maior parte dos postos, tanto em Cuiabá como em Várzea Grande, está fixando o valor de bomba abaixo de R$ 5,40.

O mês de julho foi marcado por uma série de medida que pressionaram os preços dessa matriz, como a fixação de teto de alíquotas para os estados tributarem a gasolina, em até 17% e ainda dois reajustes negativos anunciados pela Petrobras. Antes das medidas, o valor médio em Cuiabá e Várzea Grande era de R$ 6,99. Nesse intervalo, a redução chega a R$ 1,90 por litro.

Além disso, o mercado local se encontra em um momento de ‘guerra de preços’, movimento que pode estar contribuindo para valores de bombas mais baixos do que o esperado. Ainda que todos esses fatores estejam puxando o valor da gasolina para baixo, a média de preços de julho pontuou mais um recorde, ficando 2,89% mais caro que a média registrada em mês par no ano passado, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As reduções chegaram ao mercado quando o preço ao consumidor passava de R$ 7 o litro, na Grande Cuiabá, e pontuava valores acima de R$ 8 no interior, chegando a R$ 8,11 em Alta Floresta (800 quilômetros de Cuiabá).

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No fechamento de julho deste ano, a gasolina, conforme a ANP registrou preço médio de R$ 6,04. Em julho do ano passado, R$ 5,87 e em julho de 2020, R$ 4,15.

No mês passado, por exemplo, enquanto a gasolina registrava preço médio de R$ 6,04 em Mato Grosso, pontuava preço mínimo de R$ 5,39, em Várzea Grande, e máximo de R$ 7,03 em Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá).

Maurício Pontes, autônomo, conta que desde a forte elevação de preços dos combustíveis, “acredito que de abril para cá”, nunca mais abasteceu com etanol hidratado. “Parei de fazer a continha dos 70%. Duas a três vezes por semana estava abastecendo. Resolvi trocar para gasolina e acredito que fiz a escolha certa, mesmo pagando, até então, bem caro pelo litro. Já cheguei a pagar R$ 7,05. Não dá para aceitar que o litro do etanol não fique mais barato. O valor de bomba é algo sem explicações. Não aceito isso e não pago esse valor”.  

Em relação ao etanol – mesmo que Mato Grosso esteja em plena safra da cana e seja o maior produtor de etanol de milho do País – julho fechou ligeiramente abaixo da média contabilizada em igual de 2021, R$ 3,97 e R$ 4,07 respectivamente. No entanto, os valores são recorde quando comparados aos fechamentos de julho de 2020 (R$ 2,54) e julho de 20219 (R$ 2,39).

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