QUEDA PRODUTIVIDADE

Produtor de soja dos EUA teme queda de produtividade

Os produtores conversaram bastante sobre pragas e doenças que atingem as lavouras americanas.
Quinta-feira 29 de Agosto de 2019
Famato
Produtor de soja dos EUA teme queda de produtividade

Durante Missão Técnica dos Estados Unidos 2019 do sistema Famato, um grupo de produtores de Mato Grosso visitou a propriedade de Ollie Dorn, que cultiva cerca de 2.840 hectares de soja e milho. “Este ano tivemos uma primavera muito chuvosa e o plantio foi tardio em todo o Meio Oeste Americano. Não sabemos como será nossa produtividade, precisamos esperar para ver como será o clima em outubro, mas estamos otimistas”, conta o produtor.

Ele começou a semear o milho de 22 de abril até 12 de junho e o plantio da soja aconteceu entre os dias 22 de abril e 14 de junho. Dorn disse que como houve um atraso muito grande ficaram 2.200 acres (890,30 hectares) sem plantar, mas que tem o seguro de clima que cobriu o prejuízo.

Segundo o produtor americano, desde 1943 a família produz soja e milho na região e seu pai tinha apenas 130 acres (que equivale a 52,60 hectares) e, nos dias de hoje, ao todo, são mais de 8.500 acres (que equivale a 3.439 hectares). “Temos duas fazendas em Illinois e duas no estado de Indiana. Além da soja e do milho, também estamos buscando uma outra alternativa para fazer a rotação das culturas”.

O dia para o grupo de produtores de Mato Grosso que participa da Missão Técnica dos Estados Unidos 2019 foi de muita troca de informações e conhecimento. Para o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Brolio, que visita a propriedade de Dorn pela segunda vez, é perceptível a diferença na lavoura em função do plantio tardio. “A lavoura está desuniforme e, como o Ollie falou, pode haver uma perda de produtividade nesta safra americana”.

O produtor de soja de Campo Novo do Parecis, Jonas Iape que também faz sua segunda visita a Dorn, verificou que não só a lavoura de soja de Dorn está desuniforme, mas de toda a região. “Vimos muitas áreas manchadas, ou seja, uma parte mais desenvolvida e outras menos. Isso pode sim influenciar na produtividade”.

Diferente da realidade mato-grossense, as máquinas da propriedade de Dorn são praticamente novas. Os produtores conversaram bastante sobre pragas e doenças que atingem as lavouras americanas. Eles ainda tiveram a oportunidade de observar outras situações dentro da propriedade americana e comparar com a realidade mato-grossense.


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