Setor de Serviços cai em MT, mas fecha trimestre como um dos quatro melhores do País

O volume do setor de serviços caiu em março, em Mato Grosso, ao registrar retração de 3% na comparação com o mês anterior. Desde o início do ano, o setor no Estado vinha se destacando em nível nacional ao apresentar saldos positivos de 9,2% em janeiro e de 6,7% em fevereiro. Mesmo com o ‘tombo’ de março, houve fôlego para fechar o primeiro trimestre do ano com evolução de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Vale lembrar que entre janeiro e março do ano passado, o País vivenciava um dos piores períodos da pandemia, com recordes diários de mortes por Covid-19.

Ainda que tenha havido perdas mensais, o setor de Serviços registrou crescimento suficiente para marcar o quarto maior percentual de crescimento apurado no Brasil pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. A frente do Estado ficaram Alagoas com alta de 24,3%, Roraima com 18,2% e o Rio Grande do Sul, 16,1%. Mato Grosso ainda superou a média do Brasil para o primeiro trimestre, que ficou em 9,4% e teve também o melhor desempenho entre os estados do Centro-Oeste. Em comparação ao Distrito Federal, por exemplo, cuja variação foi de 3,5%, a demanda por Serviços em Mato Grosso foi quase cinco vezes maior, dentro do período de comparação.

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O resultado positivo foi disseminado por todas as cinco atividades investigadas pela pesquisa, com destaque para os transportes (2,7%), que avançam pelo quinto mês consecutivo. “Dentre os setores que mais influenciaram a alta dessa atividade está o rodoviário de cargas, especialmente o vinculado ao comércio eletrônico e ao agronegócio. É a principal modalidade de transporte de carga pelas cidades brasileiras e seu uso ficou ainda mais acentuado após os meses mais cruciais da pandemia”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Na passagem de fevereiro para março, 24 das 27 unidades da Federação acompanharam o movimento de crescimento. Entre elas, os maiores impactos vieram de São Paulo (2,7%), Minas Gerais (6,4%), Distrito Federal (10,3%), Santa Catarina (4,2%), Rio Grande do Sul (2,6%) e Rio de Janeiro (0,8%). A principal influência negativa veio de Mato Grosso (-3,0%).

O gerente da pesquisa explica que o crescimento atual dos serviços se difere daquele observado no momento em que o setor começou a se recuperar das perdas mais intensas da pandemia. “Em retrospecto, temos uma recuperação mais forte que vai de junho a novembro de 2020 e em seguida um ritmo menor de crescimento que segue até agosto do ano passado, período em que o setor acumulou 9,1%. De setembro até março de 2022, há um ganho acumulado de 3,4%, ou seja, há uma desaceleração ainda maior, devido à base de comparação mais elevada desde o início da recuperação dos serviços”, diz.

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