Recuo nos preços

Com recuo no valor da carne, indicador de preço da indústria desacelera

Em contrapartida, os preços da indústria extrativa subiram 5,52%, puxados pelo minério de ferro
Sexta-feira 06 de Março de 2020
MT Econômico/IBGE
Com recuo no valor da carne, indicador de preço da indústria desacelera

Com o recuo no valor da carne, os preços da indústria desaceleraram para 0,32% em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado. O IBGE divulgou ontem (5) o Índice de Preços ao Produtor (IPP). 

Considerando somente a indústria extrativa, houve alta de 5,52% em janeiro. A indústria de transformação registrou avanço de 0,07% no IPP, indicador que mede a oscilação dos preços dos produtos na “porta das fábricas”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.

“O resultado de janeiro é o menor dos últimos seis meses. O motivo foi a redução nos preços da indústria de alimentos (-2,01%), principalmente nos produtos derivados das carnes bovinas, suínas e aves, que nos meses anteriores pressionaram a inflação da indústria, por conta da crescente demanda da China. Essa demanda arrefeceu”, disse o gerente do IPP, Manuel Campos Souza Neto.

Em contrapartida, os preços da indústria extrativa subiram 5,52%, puxados pelo minério de ferro. Foi a maior alta entre as 18 atividades cujos preços cresceram em janeiro. Outros destaques foram metalurgia (3,11%) e borracha e plástico (2,01%). Em termos de influência, alimentos teve maior peso (-0,47 p.p.), seguidos por metalurgia (0,18 p.p.) e veículos automotores (0,10 p.p.).

“Nos últimos 12 meses, os preços dos produtos derivados de petróleo variaram 19,81%. Na indústria de alimentos a variação foi de 9,01%, e na atividade extrativa, 29,71%, gerando a média acumulada de 6,33%”, acrescentou Manuel Campos.

Entre as grandes categorias econômicas, houve altas de 1,26% nos preços dos bens de capital e 1,33% nos bens intermediários em janeiro. Os preços caíram 1,24% entre bens de consumo, sendo que 0,56% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e recuo de 1,61% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.


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