Construção Civil

Construção civil ainda não recuperou nível de emprego em MT mas projeta boa expectativa para 2020

Muitas construtoras tem utilizado pelo menos metade dos trabalhadores no canteiro de obras na informalidade, na tentativa de reduzir custos trabalhistas
Terça-feira 28 de Janeiro de 2020
MT Econômico
Construção civil ainda não recuperou nível de emprego em MT mas projeta boa expectativa para 2020

O setor da construção civil espera ter uma retomada de crescimento em 2020. No ano passado já estava sendo um ano de transição para o setor que veio organizando alguns lançamentos para este ano.

No entanto, a geração de emprego em Mato Grosso continua a amargar os efeitos da crise iniciada em 2014. O mercado de trabalho formal tem hoje seu nível mais baixo, dos últimos quatro anos, e os empreendimentos só agora voltaram a apresentar sinais de movimentação. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Joaquim Santana, disse recentemente à imprensa que menos de 6 mil trabalhadores estão  associados à entidade, o que representa maior informalidade no setor. Em anos anteriores esse número já chegou a 26 mil de trabalhadores vinculados ao sindicato.

Muitas construtoras tem utilizado pelo menos metade dos trabalhadores no canteiro de obras na informalidade, na tentativa de reduzir custos trabalhistas.

O período de maior movimentação na construção civil de Mato Grosso foi de 2010 a 2014, anos em que o setor, impulsionado pelos programas federais de habitação, abriu várias frentes de expansão, principalmente em Cuiabá. Quando a fonte secou, na reta final de 2014, o setor foi um dos que sentiu de modo mais rápido e intenso o declínio da economia brasileira até à recessão, que ficou mais profunda de 2014 a 2018. 

Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) a construção civil criou 71,1 mil vagas de trabalho no País em 2019. Já é sinal de recuperação se comparado com 2018. Naquele ano, quando outros nichos do mercado tinham números de recuperação, a construção civil ainda estava em queda e registrou o pior saldo, com perda de 117 mil vagas de trabalho. 

Ano de transição

O ano de 2019 foi considerado um período de transição para a retomada mais forte dos negócios a partir desse ano. A Caixa Econômica Federal investiu mais de R$ 1 bilhão em financiamentos habitacionais. O último trimestre do ano passado, após a aprovação da reforma da previdência, queda de juros com novas linhas de financiamento mais baratas e retomada da confiança do consumidor, o setor da construção se animou para 2020.

Por outro lado, um fator que preocupa o setor este ano é o reajuste de ICMS, que fez com que alguns setores tivessem que aumentar o preço de produtos e insumos. Um dos setores afetados foi o de materiais de construção.

Mesmo diante do desafio, o setor continua animado com a retomada do mercado e espera realizar boas vendas nos novos projetos a partir de 2020.


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