tempos de crise

Pesquisa da Fiemt aponta que indústrias de MT deixaram de arrecadar 17,1% entre março e maio

Outros setores, como a da indústria frigorífica, tiveram o aumento na arrecadação em decorrência da alta do dólar.
Sexta-feira 12 de Junho de 2020
MT Econômico
Pesquisa da Fiemt aponta que indústrias de MT deixaram de arrecadar 17,1% entre março e maio

Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) diagnosticou a queda de 17,1% na arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) no período a partir de 15 de março. Data é considerada por especialistas como o início da pandemia do novo coronavírus no Estado.

Em um período anterior à pandemia, arrecadação da Indústria era de R$ 372 milhões e passou a ser de R$ 308 milhões. Setor mais afetado foi madeireira e frigorífico. Considerando também agropecuária, comércio e serviços, prejuízo total é de R$ 245 milhões em arrecadação.

“Isso compromete o ano de 2020 no setor industrial. Embora a gente já tenha depois de 11 semanas uma oscilação e queda em movimento para a retomada da atividade econômica industrial, ainda é muito difícil na projeção do ano de 2020, especialmente considerando que a epidemia ainda deve se agravar no estado e também ter outros movimentos de consequência econômica para apresentar”, afirmou o presidente da federação, Gustavo de Oliveira.

Ainda de acordo com o presidente, é preciso pensar a queda na arrecadação de uma forma individual dentro dos setores. Como exemplo, ele citou os setores que dependem do mercado consumidor do Sul e Sudeste, como a indústria de etanol e bebidas, que registraram grandes quedas. 

Outros setores, como a da indústria frigorífica, tiveram o aumento na arrecadação em decorrência da alta do dólar. 

“É preciso fazer o recorte setorial para entender o que está acontecendo dentro de cada setor, mas ainda temos muitas empresas sofrendo porque apesar de estarem em setores que estão performando relativamente bem seus canais de distribuições e vendas não são os mais adequados para época de pandemia”, disse. 

Levantamento da Fiemt também apontou que todas as regiões apresentaram variações no faturamento considerando o período de 16 de março a 22 de maio. Contudo, região Noroeste foi a mais afetada. Indústria de bebida e etanol tiveram queda de 4% e 9%, respectivamente.

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