MERCADO IMOBILIÁRIO

Grande Cuiabá tem melhora no cenário de produção e vendas no mercado imobiliário

Novo censo imobiliário aponta média de 450 unidades comercializadas por trimestre; o que deve resultar em 1.800 unidades vendidas até o fim do ano
Quarta-feira 13 de Dezembro de 2017
Redação
Grande Cuiabá tem melhora no cenário de produção e vendas no mercado imobiliário

O Censo Imobiliário de Cuiabá e Várzea Grande, relativo ao terceiro trimestre, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Fiemt) aponta que o mercado imobiliário na Grande Cuiabá apresentou até outubro de 2017 um aumento no número unidades lançamentos na ordem de 280% em relação ao mesmo período de 2016.  Esse percentual diminuiu a diferença no volume de unidades lançadas em relação ao patamar histórico, que era perto de 2,5 mil unidades (2014) e que caiu para 700, em 2016, e este ano deve recuperar 1,3 mil aproximadamente unidades até dezembro. Confira aqui o detalhamento da versão simplificada da pesquisa.

O resultado do levantamento foi apresentado a construtores, consultores imobiliários e dirigentes da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi/MT).

“Esse resultado no trimestre não é pelo sucesso de 2017, mas pelo baixo número de lançamentos no ano passado. 2016 não foi um ano fácil para a construção civil. Entretanto, proporcionalmente ao seu tamanho e contingente populacional, Cuiabá teve, nesse período, uma posição de destaque no cenário nacional. Ficou em quinto lugar em venda de imóveis e em terceiro lugar no número de lançamentos”, analisa o consultor da pesquisa, Fábio Tadeu Araujo, da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, empresa responsável pela pesquisa, com sede em Curitiba (PR) e com larga experiência em mercado imobiliário.

A pesquisa mostra também que até outubro consultor também resalta que as vendas na Grande Cuiabá continuam num patamar médio de 150 unidades por mês, número considerado razoável, e que perfaz 450 unidades por trimestre. De acordo com ele, isso significa que o ano deve terminar com perto de 1.800 unidades vendidas.

“Se vende mais unidade do que lança, a oferta disponível diminui. O cenário aponta uma tendência de um volume maior de lançamentos em 2018 em relação a 2017. Na medida em que a oferta diminui, começa a faltar imóvel para o público final”, pondera Araújo.

Considerando que o cenário é de recuperação, o mercado regional de Mato Grosso tem reagido bem ao panorama econômico nacional o que vislumbra um ano novo melhor que 2017.  O presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon-MT, Paulo Bresser, reforça que o panorama sinaliza o interesse das pessoas em querer comprar imóveis para moradia ou investimento.

“Temos uma oferta que está sendo consumida, uma perspectiva de mercado melhor. As pessoas estão começando a voltar a pensar em imóvel. E tudo isso vem pelo fato de se estar com mais segurança em ter emprego, em ter renda, em ter negócios e se conseguir fazer algumas coisas. Pra comprar imóvel, a pessoa precisa de tudo isso, somando à perspectiva de melhora da economia. Estamos começando, subindo o primeiro degrau, a situação está melhorando”, explica Bresser.

Otimismo

O presidente do Sinduscon-MT, Julio Flávio Campos de Miranda, aponta que o otimismo do setor no estado para 2018 está apoiada na confiança do empresariado nas medidas que o governo federal vem tomando e também na força do agronegócio, que é um fomentador da construção civil. Segundo ele, se o pleito da indústria da construção no país for atendido o setor será a âncora do desenvolvimento nacional.

“A expectativa é de uma melhora no segmento em 2018, especialmente pelas reformas que estão sendo implementadas pelo governo federal que vão incentivar a produção, a geração de emprego, o aumento da confiabilidade do país, por uma previdência social mais equilibrada, pela atração de investidores nacionais e internacionais e pelas boas perspectivas de uma boa safra agrícola”, destaca ele ao considerar que a manutenção do saldo positivo de empregos na construção civil dependem de lançamentos imobiliários e obras de infraestrutura.

Considerações gerais sobre a pesquisa

•        Até o mês de outubro de 2017, a oferta total de Cuiabá foi de 11.173 unidades para o mercado residencial vertical, 7.340 para o mercado horizontal, e 1.545 para o mercado comercial.

•        O mês de outubro teve dois empreendimentos residenciais verticais esgotados e fechou com uma oferta final de 3.017 unidades, representando uma disponibilidade sobre a oferta lançada de 27%. Estas unidades são classificadas principalmente entre os padrões Econômico, até R$ 180.000,00 (26,6%) e Standard, de R$ 180.001 a 400.000 (22,5%).

•        A tipologia com maior oferta lançada e final é  a de 3 dormitórios, compõe 49% da oferta final e possui 26,8% de disponibilidade. Esta tipologia é a que apresenta maior variação de preços em relação ao ticket médio, cerca de mais ou menos 44%.

•        O ticket médio por unidade residencial ficou em R$ 474.059 e o preço por metro quadrado de R$ 5.602. Houve um aumento de 0,8% em relação ao ticket médio praticado no mês de setembro.

•        As unidades em construção compõem a maior parte da oferta final, cerca de 52,6%.

•        O mercado horizontal apresentou 1 empreendimento esgotado e fechou sua oferta em 769 unidades disponíveis, com maior concentração nas casas em condomínio (44,7%). O preço médio por metro quadrado praticado neste tipo de imóvel ficou em cerca de R$ 3.096.

•        O mercado comercial no mês de outubro fechou sua oferta final em 181 unidades com disponibilidade sobre a oferta de 11,7%. Esta oferta está concentrada principalmente nos empreendimentos de padrão Alto, de R$ 10.001 a 12.000 m² privativos (68,0%).

•        O ticket médio por unidade ficou em R$ 479.693, um aumento próximo a 0,9% em comparação a setembro. É importante ressaltar que o mercado de unidades comerciais não tem lançamentos desde 2015.

•        Em análise geral, o mercado de Cuiabá fechou outubro com 134 unidades vendidas. Houve um aumento de 23% na comercialização de unidades residências verticais, com uma concentração de vendas em unidades de 2 dormitórios (71,17%) e do padrão Econômico (80,3%). O mercado horizontal teve redução de 154% neste indicador.

•        O mercado de Várzea Grande mantêm-se com 10 empreendimentos verticais, com uma oferta lançada que foi de 2.864 unidades e 506 disponíveis à venda, que representam uma disponibilidade de 17,7%.

•        Estas unidades são predominantemente do padrão Econômico, até R$ 190.000 (91%), e de 2 dormitórios (94,1% da oferta).

•        O ticket médio por unidade ficou em R$ 157.508 com aumento de apenas 1,0% em relação  ao mês de setembro. O preço médio por metro quadrado na cidade, de R$ 3.583, é 36% menor que o praticado em Cuiabá.

•        O mercado horizontal totalizou sua oferta em 467 unidades disponíveis, com maior concentração nos de oferta disponível de terrenos em condomínio (90,8%). O preço médio por metro quadrado praticado neste tipo de imóvel é de cerca de R$ 672.

•        Em uma análise geral, o mercado de Várzea Grande fechou outubro com 74 unidades vendidas. Houve um aumento significativo no número de vendas de produtos horizontais, fechado em 36 unidades.


COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS