Setor automotivo

Opinião: O mercado de automóveis, natal sem carro? Corra que já está em falta

Quanto ao mercado, hoje está aquecido, mas vemos que não há oferta suficiente para atender a demanda em andamento
Terça-feira 10 de Novembro de 2020
Ricardo Laub/MT Econômico
Opinião: O mercado de automóveis, natal sem carro? Corra que já está em falta

O Brasil marca mais um mês positivo na venda de carros novos e usados. Em outubro houve uma grande recuperação após a queda dos últimos meses provocada pelos efeitos da crise do COVID-19. 

De acordo com a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), organização que reúne compõe as associações de lojistas multimarcas de todos Brasil, registrou, só no mês de outubro desse ano, a negociação de 1.467.037 veículos[1], compondo um avanço de 5% nas vendas, comparadas com as vendas de setembro que já haviam registrado um crescimento, em relação a agosto, de 9,1%. 

Com relação ao carro usado especificamente, no Brasil e em Mato Grosso, a tendência é a mesma. Aqui no nosso Estado foram comercializados, no mês de outubro de 2020, 34.328 mil unidades de veículos, com uma média de 1.63 mil unidades de transferências diárias, contra 32.216 mil unidades de vendas que foram registradas em setembro, sendo 1.53 mil carros vendidos por dia. 

Estes números revelam uma recuperação sequencial e dinâmica, com a alta de 6% nas vendas entre outubro e setembro. No início deste ano, é bom lembrar, que no mês de janeiro foram vendidas 28.841 mil unidades de veículos e teve uma média diária de 1.311 mil unidades diárias comercializadas, mês que não estava ainda afetado diretamente pela crise do coronavírus, o que prova, que o segundo semestre já demonstra ser promissor, e deve fechar o ano de 2020 com resultados melhores que os esperados, muito porque o mercado de seminovos e usados em Mato Grosso, há tempos, estava em crescimento. Diante dos números, temos uma retomada do desempenho do setor de veículos sobre as perspectivas para o futuro e ainda para o fim de 2020.

Vimos um cenário preocupante com a chegada do coronavírus em Mato Grosso, quando em março foi registrado o pior resultado nas vendas de seminovos e usados desde o ano 2006. A reabertura do comércio, como indicava as expectativas, foi promissora, dando tranquilidade ao empreendedor e diminuindo aquele sentimento de temor pelo cenário preocupante que vigorava por parte de todos comerciantes, dos governantes e da população, mesmo com relação aos resultados do afrouxamento das medidas de proteção contra a pandemia. Essas medidas foram as corretas, apesar de difíceis, necessárias. Os empresários, aqueles que conseguiram passar por esse período, acreditam que o mercado está reagindo.

São fatores que devem ser observados, como a condição econômica, financeira e emocional, não só do consumidor, como também dos empresários e do governo que dão andamento à economia e a torna forte. Abrir as empresas, surtiu o efeito necessário para que todos pudessem caminhar mais confiantes, o medo ainda existe, o respeito às medidas de contenção ao contágio também. o coronavírus é um problema de saúde pública grave e sem dúvida, traz com ele, uma onda negativa e que ainda preocupa todos sobre o futuro. 

O setor de revendas de Mato Grosso, seja de veículos novos ou usados, entende que se deve ter sempre uma atitude para a “precaução”.  Muito porque é um problema mundial com diversas circunstâncias ainda em jogo, onde no mundo globalizado e conectado, os desafios são inúmeros e desconhecidos, quando se trata, de contaminação e saúde pública.

Quanto ao mercado, hoje está aquecido, mas vemos que não há oferta suficiente para atender a demanda em andamento. Neste sentido, há uma cautela sobre o que irá acontecer com relação aos preços dos carros neste fim de ano. As financeiras, importantes no processo de venda, mantém ótimas condições para a contratação dos financiamentos e os juros, fator crucial para aquisição de um carro, estão em um patamar adequado, para se oferecer crédito. Porém, se não tem mercadoria suficiente, há riscos de aumento dos preços. 

O crescimento da procura por carros novos, usados e seminovos já resultou, como impacto, no aumento dos preços nos últimos meses. Segundo um levantamento realizado pela KBB Brasil, no mês de setembro, os seminovos apresentaram alta média de 1,28% nos preços, sendo o maior aumento registrado dos carros novos, elevação de 1,87%. 

O problema está na produção do carro zero KM, que devido as precauções com relação ao COVID-19, tem sua produção afetada, causando no mercado como um todo, essa baixa oferta de veículos. Se você quer um carro novo ou usado, comece agora a procurar, porque pelo que já se mostra, o mercado do fim de ano será, se nada mudar, com muita procura e pouca oferta, e na economia, esse cenário indica aumento dos preços. Corra e antecipe sua compra.

Coluna Especial MT Econômico - Setor Automotivo

Colunista MT Econômico: Ricardo J. J. Laub Jr.

Historiador e Empreendedor graduado no Curso de Licenciatura Plena em História na UFMT- Universidade Federal de Mato Grosso e em EMPREENDEDORISMO (2005) pelas Faculdades ICE. Com Mestrado em História Contemporânea pela UFMT/PPGHIS. MBA - Master in Business Administration em Gestão de Pessoas, MBA - Master in Business Administration em Gestão Empresarial e MBA - Master in Business Administration em Gestão de Marketing e Negócios. Professor na faculdade, Estácio de Sá - MT, Invest - Instituto de educação superior. Presidente da AGENCIAUTO/MT- Associação do Revendedores de Veículos do Estado de Mato Grosso, com larga experiência profissional na elaboração de planos de negócio voltados para o ramo automobilístico, gerenciamento comercial, administrativo, controle de estoque, avaliação de veículos, processos operacionais e estratégicos para empresas do setor automotivo e gestão de pessoas no âmbito organizacional.

[1] Fonte: undefined - iG @ https://carros.ig.com.br/2020-11-04/mercado-de-usados-bate-marca-de-145-milhao-de-carros-em-outubro.html

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