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Bancada ruralista de Mato Grosso diminui 40%

Nesta última eleição a bancada ruralista de Mato Grosso teve baixa. Perdeu 40% de seus integrantes e a partir de 2019, o número de parlamentares que defendem o agronegócio deve reduzir de 10 para 9. Serão 6 deputados federais e uma senadora. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), como é chamado o grupo de ruralistas, sofreu baixas de nomes importantes neste pleito e muitos dos novatos que se elegeram não devem atuar com o mesmo empenho dos antigos líderes. Na atual legislatura, todos os 10 congressistas do Senado e da Câmara eleitos em Mato Grosso participam da FPA.

Dos 8 deputados eleitos, apenas 5 garantem atuar efetivamente em nome dos interesses do agronegócio. Saíram de cena duas lideranças da pauta ruralista: Adilton Sachetti (PRB) e Nilson Leitão (PSDB). O tucano foi coordenador da FPA na Câmara, ele e Sachetti tentaram sem sucesso se eleger ao Senado.

Além de Adilton Sachetti (PRB) e Nilson Leitão (PSDB), a eleição também derrubou os ruralistas Ezequiel Fonseca (PP) e Valtenir Pereira (MDB). Xuxu Dal Molin (PSC) e Ságuas Moraes (PT) não tentaram a reeleição.

No Senado, Jayme Campos (DEM), que é produtor rural, já sinalizou defender a taxação do setor, afastando-se da FPA. Selma Arruda (PSL), por sua vez, descarta a possibilidade de criação de impostos sobre a produção agrícola.

Com as mudanças, a bancada ruralista terá, além de Selma, o deputado eleito José Medeiros (PODE), que participa da frente no Senado, Nelson Barbudo (PSL), Carlos Bezerra (MDB), que já estava na FPA, Juarez Costa (MDB) e Neri Geller, ex-ministro da Agricultura no governo de Dilma Rousseff (PT).

De todos os ruralistas, apenas Bezerra foi reeleito. Entre os novatos, o interesse pelo setor é menor. É o caso de Rosa Neide (PT), estreante na Câmara Federal. Ela diz que a questão ruralista ficará em segundo plano durante o seu mandato.

“Vou participar da FPA como o Ságuas participou, de forma mais secundária, o que eu tento é fazer a conciliação. Se nós não tivéssemos as reservas indígenas em Mato Grosso as questões ambientais aqui seriam bem piores, porque os povos indígenas acabam sendo guardiões da floresta”, comentou.

Leonardo Albuquerque (SD) e Emanuelzinho (PTB), que se elegeram defendendo causas da saúde pública e segurança nas fronteiras, também não devem atuar na frente.

Petebista, eleito com quase 30 mil votos em Cuiabá e Várzea Grande, deve ter uma atuação menos voltada para o setor. Questionado por meio de sua assessoria sobre como deve se posicionar ao longo dos próximos quatros anos, o deputado não se manifestou até o fechamento da edição.

Já Leonardo disse que chegou a conversar com deputados ruralistas em Brasília, mas não recebeu nenhum convite formal para participar da frente.