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Contrato contínuo de gás natural entre Mato Grosso e Bolívia deve beneficiar indústrias e motoristas

O estado de Mato Grosso terá fornecimento contínuo de gás natural da Bolívia. Ontem (01), o governador Mauro Mendes assinou o contrato com o país. O contrato terá vigência de cinco anos, a partir de janeiro de 2022, e pode ser prorrogado para mais cinco.

A assinatura ocorreu em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, junto à empresa estatal Yacimentos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), representada pelo seu presidente Wilson Zelaya.

Mato Grosso já recebia gás da Bolívia, mas a ausência de contrato firme prejudicava o fornecimento contínuo.

“É a primeira vez, depois de mais de uma década que o gás chegou em Mato Grosso, que assinamos um contrato firme. Nunca tivemos um contrato firme, ininterrupto, de fornecimento de gás. Uma hora tinha, outra hora não tinha, e isso acabou fazendo perder a confiança nessa matriz energética. Com isso, vamos expandir no Distrito Industrial e também outros projetos que vão permitir que o gás chegue em outros municípios. É uma matriz energética importante que nesse momento traz muita economicidade para aqueles que utilizam veículos dessa matriz e também para as indústrias”, afirmou o governador.

Em áudio enviado pela assessoria da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), o presidente da entidade, Gustavo de Oliveira, comemorou o fato relevante para Mato Grosso.

“É uma vitória muito grande não somente para as indústrias, mas para todos os consumidores de gás natural de Mato Grosso, a assinatura desse contrato. Ao longo dos últimos 20 anos, essa matriz energética sofreu diversas interrupções no fornecimento e isso causou muitos prejuízos não só às indústrias, mas também aos taxistas e outros usuários. Essa segurança no fornecimento é um passo fundamental para restabelecermos a confiança do público mato-grossense nessa importante matriz energética”, disse o presidente da Fiemt.

No entanto, Gustavo de Oliveira ponderou que é importante entender o preço que o gás chegará às indústrias de Mato Grosso para competir com indústrias do Brasil e do mundo inteiro.

“É necessário que o preço de Mato Grosso seja compatível à média do preço nacional para que as indústrias possam competir. Além disso, é fundamental que a gente possa ter um plano de expansão do gás natural para as indústrias não só do distrito industrial [Cuiabá], mas também para outros municípios do Estado e outras indústrias que podem se beneficiar disso. Temos potencial para desenvolver a indústria cerâmica, a fabricação de cal e tantos outros insumos e produtos industriais, fundamentais para o desenvolvimento do Estado, que podem ter sua produção viabilizada com essa matriz energética, agora confiável, barata e disponível para as indústrias de todo o Estado.

Outro público que deve se beneficiar com o gás natural são os motoristas de aplicativo e condutores de veículos em geral, que estão pagando um absurdo no preço do etanol e gasolina e poderão converter seus veículos com o gás natural. Apesar de Mato Grosso produzir etanol, o biocombustível está custando R$ 4,38/litro aos motoristas, aumento de 100% em um ano, pois em 2020 o preço praticado era de R$ 2,19.

Fornecimento do gás

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, disse que o contrato permite que Mato Grosso receba até 3,5 milhões de m³ de gás natural ao mês durante o ano de 2022 e, nos anos seguintes, pode chegar até 6,5 milhões de m³ até 2027.

“Com esse volume garantido, o gás passa a ser uma alternativa para as  indústrias do estado, pois com a devida canalização o gás se torna uma opção mais barata que a energia elétrica, queima de lenha e gás de cozinha”, destacou.

Presidente da MT Gás, Rafael Reis pontuou que além de todos os benefícios já citados, o gás natural é uma matriz de energia que não polui o meio ambiente. O gestor relatou que o contrato vai permitir que a MT Gás intensifique os programas para incentivar os consumidores a aderirem ao “kit gás”.

“Esse contrato vai garantir o abastecimento do GNC [Gás Natural Comprimido] que temos hoje, para os caminhões híbridos GNV-Diesel e para o gasoduto industrial, porque antes nós não tínhamos volume suficiente para atendê-los. É uma garantia longa de atendimento e dá mais segurança para quem for converter seus carros para o gás natural”, declarou.

Leia mais: Governo do Estado dá ordem de serviço para projeto de gasoduto no Distrito Industrial

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