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“Mato Grosso é referência em segurança jurídica e possibilita investimentos”, afirma CEO da Rumo S/A durante assinatura de contrato da ferrovia

“Mato Grosso é referência em segurança jurídica e isso possibilita realizar investimentos no Estado” disse João Alberto Abreu, CEO da Rumo Logística S/A, durante cerimônia de assinatura do contrato de adesão para a construção, implantação e exploração da 1° ferrovia estadual de Mato Grosso.

A assinatura do contrato para a respectiva construção da ferrovia aconteceu na manhã dessa segunda-feira (20) entre a Rumo S/A e o governo do Estado e representa um marco para a história de Mato Grosso, que há décadas espera por esse momento. O Mato Grosso Econômico fez a cobertura do evento e traz um resumo dos principais acontecimentos.

Estudos realizados pela Rumo Logística S/A indicam que mais de 230 mil empregos serão gerados durante os anos de construção da ferrovia. “Devem ser gerados mais de 200 mil empregos com esse projeto. Vamos também nos surpreender ao longo dos próximos anos com o estímulo na abertura de novas empresas em vários segmentos por conta da ferrovia”, completa o CEO da Rumo.

A construção da ferrovia prevê 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).

O projeto prevê investimento de R$ 11,2 bilhões para a implantação da ferrovia estadual. A partir do início das obras, prevista para o ano de 2022, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) ficará responsável pela fiscalização do andamento dos serviços. 

A previsão é de que o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá estará concluído e em funcionamento no ano de 2025, enquanto a operação no trecho Cuiabá a Lucas do Rio Verde deve começar em 2028.

De acordo com Mauro Mendes, a partir do segundo semestre de 2022 já será possível visualizar as obras na região de Rondonópolis, Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

“É uma cadeia de investimentos longa que será ativada com a construção da ferrovia, pois além da geração de empregos, contaremos com planejamento, indústria, trilhos e investimentos de mais de R$ 11 bilhões com recursos 100% privados. O papel do governo é fazer o trâmite burocrático dando segurança jurídica para que nos próximos 45 anos, esta empresa possa explorar todos os serviços necessários para a implantação da primeira ferrovia estadual”, ressaltou o governador Mauro Mendes.

Mendes destacou também sobre a viabilidade e vontade política que foram fundamentais para esse dia histórico e que Mato Grosso tem capacidade para dobrar a produção.

“A transformação desse sonho em realidade está sendo possível com muita união política. Prevaleceu o verdadeiro interesse público. A demanda mundial de alimentos nos próximos 10 anos demanda crescimento de pelo menos 20% na produção. O Brasil é o único país que pode fazer isso, sendo que o estado de Mato Grosso tem a capacidade para dobrar a produção de alimentos”, ressaltou o governador.

O governador disse ainda, sobre o potencial econômico de Mato Grosso. “Se fossemos um país, seríamos o quarto do mundo em poucos anos, ultrapassando a Argentina”, comparou.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, afirmou que a implantação da ferrovia vai permitir a interligação de modal rodoviário e ferroviário no Estado, possibilitando a melhoria da logística, especialmente em regiões reconhecidamente produtoras de Mato Grosso e do Brasil, como o médio norte mato-grossense.  Segundo ele, a obra representa um marco de desenvolvimento para Mato Grosso e região da planície pantaneira.

“Este é um exemplo que estamos dando para todo o Brasil sobre desenvolvimento e progresso. A ferrovia vem trazer para Cuiabá e Mato Grosso o que era esperado por todos nós há mais de 100 anos e será responsável pelo transporte de grãos, frete de outros produtos de linha branca, produtos farmacêuticos, combustível e gás. É uma mudança muito grande”, salientou o secretário.

O senador Wellington Fagundes ressaltou que deve haver melhoria para os caminhoneiros e transportadoras. “Transporte de longa distância de caminhão não dá lucro. Os caminhoneiros terão um melhor ganho transportando a produção agrícola até a ferrovia, para seguir o traçado mais longo pelos trilhos”, avalia o senador.

Próximas etapas

O presidente da Rumo Logística S/A, João Alberto Fernandez de Abreu, destacou as próximas etapas do processo e toda a parte de licença ambiental.  “O processo ambiental de uma obra desta envergadura é longo e segue todos os procedimentos. Foi iniciado junto ao Ibama na esfera federal e foram quase dois anos de estudos ambientais até o licenciamento, previsto para 2022. O principal cuidado foi realizar mais de 2.500 estudos para garantir que a obra não chegasse em áreas de proteção ambiental e reservas indígenas”, explicou o CEO da empresa.

Antes de ser implementada o projeto da ferrovia também passou pela aprovação dos deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, conforme destacou o presidente da Casa de Leis, deputado Max Russi.

“O parlamento agiu na hora certa com a proposta da PEC pela Assembleia Legislativa, apoio e aprovação dos 24 deputados, dando a possibilidade de atender a um desejo do Governo do Estado de realizar e avançar nesta concessão para que de forma efetiva o sonho da ferrovia chegar a Cuiabá seja realizado”, disse Max Russi.

O deputado estadual Eduardo Botelho também destacou o momento histórico. “Essa história é singular. Começou no século 19 e na década passada tomou mais força com a visão de Olacir de Moraes para expandir a ferrovia brasileira. Em Mato Grosso fizemos as discussões na Assembleia e aprovamos a lei enviada pelo governador Mauro Mendes. Não esperávamos que ia ser viabilizado em tão pouco tempo mas avançou rápido. Que essa ferrovia seja um importante passo para incentivar a industrialização em Mato Grosso, em especial na baixada cuiabana, com a criação de emprego e renda também” disse Botelho.

Concessão

Uma vez implantada, a Rumo Logística S/A fica autorizada a explorar a ferrovia pelo prazo de 45 anos, sendo que a infraestrutura ferroviária poderá ser compartilhada pela empresa vencedora com outra empresa de transporte ferroviário que venha a prestar serviços no Estado.

Outros dois eventos de assinatura ocorrerão ainda nesta segunda-feira nos municípios de Nova Mutum (15h) e Lucas do Rio Verde (18h), que também receberão um terminal ferroviário.

Leia também: Única interessada, Rumo Logística apresenta proposta para implantação da ferrovia em Mato Grosso

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