DÍVIDA EM DÓLAR

Governador de MT tenta vender dívida em dólar

Mauro Mendes quer negociar dívida de Mato Grosso com o Bank of America
Quinta-feira 31 de Janeiro de 2019
Redação
Governador de MT tenta vender dívida em dólar
Foto: Reprodução

O governador Mauro Mendes (DEM) no intuito de diminuir as despesas do estado, está estudando a possibilidade de vender a dívida com o Bank of America  para o Banco Mundial em dólar. Se conseguir, Mauro vai  economizar R$ 200 milhões para os cofres do Estado por ano e a prestação deve cair para R$ 60 milhões.

Essa conta foi feita pelo ex-governador Silval Barbosa no valor de U$ 479 milhões em 2012, para negociar parte de pendência de R$ 5 bilhões que o Estado tinha com a União, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). 

Na gestão de Pedro Taques a dívida dolarizada foi paga, mas ainda faltam 12 parcelas das 20.

Mauro já se reuniu inclusive com representantes do Banco Mundial para alongar a dívida e diminuir os juros, contudo o Estado deve pagar ainda  R$ 280 milhões ao Bank Of América em 2019. 

Segundo Mauro, em caso de negociação com o Banco Mundial, o valor cai, pois os juros serão reduzidos. “Essa prestação cai em torno de R$ 60 milhões ao ano. Isso dá uma folga de quase R$ 200 milhões no caixa [até o fim do pagamento dos U$ 479 milhões]”, declarou. 

No entanto, para que o Banco Mundial aceite negociar a dívida, o democrata ressaltou que a entidade passa uma “lição de casa”. “É assim que ele se comporta no mundo inteiro, onde ele financia governos e agentes públicos”, disse. 

“É um banco de desenvolvimento, financiado por alguns grandes países, então há regras a se cumprir. Se cumprirmos as regras, vamos ser ajudados. Se não cumprirmos, não seremos ajudados”, acrescentou. 

Entre os pontos que Mauro pretende utilizar como argumento para mostrar ao Banco Mundial que está fazendo a “lição de casa” está o “Pacto por Mato Grosso”, pacote de medidas aprovadas na Assembleia na última quinta-feira (26). 

“O Banco Mundial tem regras claras, que vamos divulgar oportunamente quais são, pois agora não as tenho, mas certamente é preciso mostrar que está buscando o equilíbrio. Nenhum banco dá dinheiro para quem não tem condição de pagar”, afirmou. 

“Se hoje, o que arrecadamos não paga nem a despesa do mês, como vai pagar o financiamento que o banco está te dando? Então, ele quer ver claramente se estamos fazendo a lição de casa, que é economizar, buscar o equilíbrio, para ter condições de ele emprestar e ter condições de pagar no futuro”, completou. 

Mauro ressaltou ainda que o congelamento da Revisão Geral Anual (RGA) por dois anos, conforme definido pelos deputados estaduais, é um dos pontos que trará economia ao Estado e facilitará o diálogo com o Banco Mundial. 

“Não tenho todas as regras aqui, mas me lembro que, na conversa que tivemos com representantes do Bank of América em dezembro, que uma delas era a alteração, que eles entendiam que esse era um dos grandes ofensores que o Estado tinha, que era o rápido crescimento do volume de folha de pagamento”, completou. 


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