DÍVIDA DOLARIZADA

Mauro Mendes tenta mais prazo junto ao Banco Mundial para prorrogar dívida dolarizada de MT

O estado tem uma dívida de cerca de US$ 360 milhões
Segunda-feira 31 de Dezembro de 2018
Redação
Mauro Mendes tenta mais prazo junto ao Banco Mundial para prorrogar dívida dolarizada de MT
Foto: Reprodução

Já preocupado com a situação financeira que irá herdar como novo governador, Mauro Mendes do DEM esteve reunido com representantes do Banco Mundial para tentar renegociar a dívida dolarizada junto ao bank of América. A previsão da nova gestão é que a dívida seja comprada pelo banco internacional antes de setembro de 2019.

O secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo que é o atual comandante da pasta e vai ficar na gestão de Mauro  informou que "a sinalização é que nós vamos conseguir renegociar, não na parcela de março, porque tem que ser aprovado pela Secretaria e Procuradoria do Tesouro Nacional, e o Senado, então não dará tempo. Mas o nosso trabalho e esforço é que na parcela de setembro de 2019, a gente já consiga estar com essa dívida renegociada com o Banco Mundial, que a gente já deixe de pagar o Bank of America, e paguemos o banco Mundial em condições melhores”, espera ele.
 
O estado tem uma dívida de cerca de US$ 360 milhões. A proposta do Banco Mundial é comprar esse débito e estender o prazo de pagamento por 30 anos, estabelecendo parcelar mensais a uma taxa de 1,5% ao ano.

O negócio com o Bank of America foi firmado ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Na época, a instituição comprou parte da dívida do Estado com a União, o que teria aumentado a capacidade de endividamento de Mato Grosso, possibilitando a execução de obras, em especial as voltadas para a Copa do Mundo de 2014. 

A atual gestão, no entanto, afirma que a transação se tornou prejudicial porque não contou com uma espécie de seguro que estabilizaria o valor da moeda estrangeira.

Com isso, o governo assumiu o risco da variação cambial. Agora, com a crise e o dólar beirando os R$ 4, a tendência é que o Estado desembolse R$ 30 milhões a mais que o inicialmente previsto quando for pagar a próxima parcela, em março de 2019.


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