Circuito Tecnológico 2019

Pesquisadores e técnicos visitam lavouras de MT para garantir melhores condições de produção do milho

Doenças e pragas são preocupações de produtores
Terça-feira 12 de Março de 2019
Redação
Pesquisadores e técnicos visitam lavouras de MT para garantir melhores condições de produção do milho
Foto: MT Econômico

As cidades de Jaciara, Canarana, Lucas do Rio Verde, Diamantino e Campos de Júlio recebem nesta semana equipe técnica da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que irá monitorar lavouras de milho cujo objetivo é fortalecer e avançar nos estudos para garantir melhores condições de produção da cultura, eliminando doenças e pragas.

A “safrinha” do milho, conhecida no Estado por ocorrer logo após a colheita da soja, realizada em janeiro e fevereiro, tem a produtividade influenciada pela chuva.

Avaliações que indicam, por exemplo, a incidência de doenças e pragas serão realizadas e relatórios emitidos aos produtores, na 6ª edição do Circuito Tecnológico do Milho, apresentado nesta segunda-feira (11) em Cuiabá.

O biólogo e pesquisador Sergio Abud da Silva, explica que o país é cercado por outros países onde existem aproximadamente 150 pragas exóticas e que por ano, duas acabam entrando no Brasil.

“Algumas são recorrentes, como a lagarta, problema que ocorre já no plantio. Nós temos algumas tecnologias disponíveis para o produtor combater essa praga, e esse manejo têm que ocorrer de uma forma integrada, que o produtor saiba qual a tática de manejo, e qual o melhor momento para ele fazer essa aplicação, para que tenha sucesso nos aspectos econômicos, ambientais e sociais”, ressalta o pesquisador.

Para o presidente da Aprosoja-MT, Antônio Galvan, o trabalho de pesquisa em campo é importante para nortear informações do campo e elaborar diagnóstico do atual cenário da safra de milho no Estado.

Galvan aponta ainda a necessidade de investimento governamental para viabilizar a produção da cultura em Mato Grosso, e observa que a produtividade seria maior, já que o milho é considerado uma das culturas de maior risco ao produtor.

“Hoje se o Estado tivesse mais condições de trafegabilidade, uma logística mais eficiente, podíamos estar produzindo tranquilamente 40 milhões de toneladas de milho, ao invés de 28 como ocorre”, justifica.

Os pesquisadores realizarão avaliações quantitativas e qualitativas nas lavouras de milho e observarão os gargalos do setor, para assim, desenvolver projetos que diminuirão os problemas aos produtores.


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